Domingo, 22 de Setembro de 2019
SOLUÇÃO

Cabos subaquáticos de Iranduba e Manacapuru serão substituídos por circuitos elétricos

Amazonas Energia considera a obra na Ponte Rio Negro como a solução definitiva para os apagões ocorridos nos municípios



sandro_7C867E25-38E6-4336-BD43-DECA07280587.JPG Foto: Sandro Pereira
16/08/2019 às 21:19

Faltando dois dias para o apagão ocorrido nos municípios de Iranduba e Manacapuru (distante 30 e 100 quilômetros, respectivamente, de Manaus) completar um mês, as obras de construção de um circuito de 69 quilovolts (kV) seguem sendo executadas na ponte Jornalista Phelippe Daou, mais conhecida como Rio Negro, para substituir os cabos subaquáticos que romperam no dia 19 de julho. Enquanto a construção não é concluída, a população continua a perceber a instabilidade no serviço de energia em algumas áreas dos municípios.

A informação sobre o início das obras foi repassada na útima terça-feira pela Amazonas Energia, que considera a obra uma solução definitiva para os apagões ocorridos nas duas cidades. Conforme a distribuidora, a autorização da Secretaria de Estado Metropolitana de Manaus (SRMM) para a construção de circuitos elétricos utilizando a ponte como elemento de apoio foi dada de forma imediata.

“No dia 8 de agosto, a empresa recebeu autorização para dar início às obras, o que aconteceu imediatamente no dia 9. Pretendemos concluí-las e com isso regularizarmos em definitivo o abastecimento de energia elétrica àquela região”, ressalta o comunicado que não apresentou uma previsão para o término.

Atualmente funcionam 80 grupos geradores nos municípios de Iranduba e Manacapuru, sendo 51 unidades na UTE de Iranduba, com capacidade para geração de 40 megawatts (MW), e 29 máquinas na UTE de Manacapuru que irão gerar 25 MW, totalizando 65 MW para os dois municípios. Enquanto isso, os moradores das duas localidades convivem com a instabilidade no serviço em alguns pontos das cidades, como destacou o morador de Manacapuru, Erivan Barbosa , 48.

“Na quarta-feira da semana passada, a energia aqui foi desligada às 17h. Segundo a empresa, houve aquecendo dos fios e para reparar, levaria três horas, mas para grande maioria dos moradores levou quase cinco. Durante o dia, acontecem pequenos picos de energia. Hoje (terça-feira), por exemplo, fui até uma padaria, local onde há outra rede elétrica, não havia luz”, contou.

“A energia foi embora umas duas vezes na semana passada. Teve um dia que foi umas 14h e voltou as 23h. Até o momento, está normalizado. Mas o que vejo é muita gente reclamando que a luz aumentou de forma absurda”, disse a auxiliar administrativa, Fabiana Menezes, 24.

O comerciante Alex Pinheiro, 43, afirma que há quedas de energia em alguns bairros de Iranduba. “Na sexta-feira faltou luz e retornou só no domingo”.

Apagão causou prejuízos

Três dias após a interrupção do fornecimento de energia ocorrida no dia 19 de julho em Iranduba e Manacapuru, moradores, comerciantes e produtores rurais dos municípios contabilizaram perdas. 

Mais de 100 mil pessoas foram prejudicadas pelo apagão, fora a indústria e o comércio das duas cidades, segundo projeções da administração municipal de Iranduba.

A Distribuidora Amazonas Energia afirmou em comunicado que logo após a identificação do curto-circuito no cabo, a Empresa tomou as medidas necessárias emergenciais para restabelecer o fornecimento de energia nos dois.

“No dia 20 de julho, as duas cidades já estavam sendo atendidas parcialmente, e conforme os grupos geradores foram sendo instalados, o fornecimento foi normalizando”.

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Repórter de A Crítica

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