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Cães farejadores são enviados a Tabatinga para auxiliar nas buscas de helicóptero desaparecido

Cinco pessoas seguem desaparecidas após sumiço de helicóptero em Atalaia do Norte. Animais têm faro 40 vezes maior e seguirão de barco com bombeiros até Atalaia do Norte, local onde as buscas estão concentradas 01/06/2015 às 13:53
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Cães do Corpo de Bombeiros irão auxiliar buscas na selva amazônica
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Dois cães de raça Labrador e oito homens do Corpo de Bombeiros saíram de Manaus na manhã desta segunda-feira (1) para auxiliar nas buscas de desaparecidos após a queda de um helicóptero em Atalaia do Norte (distante 1.138 quilômetros de Manaus). O grupo será a primeira equipe de Manaus enviada ao município. Cinco pessoas seguem desaparecidas, entre elas duas indígenas grávidas.

Três equipes compostas por bombeiros de Tabatinga, da Defesa Civil, da Funai, Secretaria Especial de Saúde Indígena de Atalaia e Polícia Militar iniciaram as buscas no sábado, sendo interrompidas durante a noite e retomadas no domingo (31). Ontem, apesar do reforço de duas aeronaves - sendo uma com capacidade de rastreamento -, nenhum vestígio tanto do helicóptero quanto dos desaparecidos foi encontrado. 

Os cães farejadores e os bombeiros saíram em um monomotor do Aeroclube do Amazonas, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Segundo o adestrador Sidney Lomas, do Corpo de Bombeiros, os cães se chamam "Bêni" e "Hope" e são da raça Labrador. "Um tem sete meses e outro três anos. São preparados para esse tipo de situação, caminhando até 4h na mata. Eles farejam até 40 vezes mais que os seres humanos", disse.

A equipe deve chegar a Tabatinga por volta das 15h. Lá, todas os integrantes das buscas devem realizar um novo plano e seguir de barco até Atalaia do Norte.

Área

De acordo com o secretário da Defesa Civil do Estado, coronel Roberto Rocha, as equipes estão realizando patrulhamentos de 12h na região onde o avião caiu, conhecida como Cachoeira do Itacoaí. Segundo o secretário, a área é de floresta, o que dificulta as buscas pelo ar.

"As árvores são grandes e a mata é fechada. Por isso estamos enviando os cães para fazer um trabalho mais apurado e possamos ter sucesso localizando as vítimas ou desaparecidos".

Familiares

Familiares, e amigos dos ocupantes do helicóptero modelo Esquilo AS 350 B2, que está desaparecido desde sexta-feira em Atalaia do Norte, tem a esperança de que possam estar  vivos na mata e que todos serão resgatados com vida. Familiares informaram que na noite de domingo foi realizada uma missa na capela da cidade onde todos rezaram pedindo proteção para eles e para que sejam logo encontrados.

O filho da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, que não teve o nome revelado veio de Mato Grosso do Sul para acompanhar as buscas; o dono da aeronave, Sebastião Abreu também veio de Goiânia para ajudar nas buscas. De acordo com os colegas dos desaparecidos o clima na cidade é de muita tristeza, mas ainda há esperança. 

No sábado, duas pessoas na mata sinalizaram para uma das aeronaves que participam das buscas e chegou a circular a informação que se tratava das vítimas, mas a informação foi desmentida pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Além de Luzia, estão desaparecidos o piloto Alexandre Feliz Souza, a indígena grávida, Luciana Guedes do Carmo, uma segunda indígena Marceleia Cruz dos Santos Marubo e a acompanhante Marcelânia Souza da Silva. 

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