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Calendário de atividades da Ufam só entrará em normalidade com o fim da greve dos professores

Um debate para saber como ficará o calendário de atividades da instituição foi realizado na manhã desta terça-feira (18). Docentes, discentes e o pró-reitor de Ensino de Graduação, Lucídio Rocha Santos, participaram do evento 18/08/2015 às 13:19
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A data marcada para iniciar o segundo semestre é dia 8 de setembro. Muitos universitários que participaram questionaram sobre as matérias pré-requisito
Rafael Seixas Manaus (AM)

Na manhã desta terça-feira (18), no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), localizada no Minicampus da Ufam, Zona Sul de Manaus, foi realizado um debate entre docentes e discentes com Lucídio Rocha Santos, pró-reitor de Ensino de Graduação, para saber como ficará o calendário de atividades da instituição.

A data marcada para iniciar o segundo semestre é dia 8 de setembro. Muitos universitários que participaram questionaram sobre as matérias pré-requisito. Ao todo, 54% das notas não foram lançadas no sistema e, segundo Rocha Santos, a Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) não vai quebrar matérias que são pré-requisito.

“Por meio de uma decisão judicial, o calendário ficou em vigência. O calendário é do primeiro semestre de 2015, dos professores que não aderiram à greve, e essas disciplinas terminaram. Há disciplinas que devem ser repostas dentro do cronograma de atividades, mas nós só pensaremos como isso será feito quando a greve acabar. Só assim poderemos saber como esta reposição será feita”, explicou o professor Lucídio Rocha Santos.

A sentença judicial impede que o Conselho Universitário (Consuni) delibere sobre a suspensão. De acordo com José Alcimar de Oliveira, presidente da Adua, essa medida cria enormes complicadores, porque há os professores que não aderiram à greve e concluíram o calendário e aqueles que suspenderam suas atividades no dia 15 de junho, com a aprovação da greve dos docentes da Ufam.

“Ficará complicado para a instituição administrar dois ou três calendários, além de anunciar que o segundo semestre de 2015 começará sem considerar a situação daquelas matérias do primeiro semestre de 2015 que não foram ministras e são pré-requisito. A administração superior precisa esclarecer de forma pública todas essas situações”, opinou o presidente da Adua, reinterando ainda que a paralisação dos docentes da Ufam é por tempo indeterminado.

“O sentido da greve não é a suspensão do calendário acadêmico. Estamos lutando por uma pauta e estamos no meio de intransigência por parte do Governo Federal e, enquanto perdurar essa intransigência, certamente continuará a greve. Outras grandes universidades do País estão entrando em greve, como é o caso da federal do Paraná e do Ceará, então o movimento não está no descenso e sim no processo de ascenso”, acrescentou.

Durante sua explanação, o pró-reitor disse que veio ao debate para reiterar que dia 8 de setembro está programado, por meio do calendário que está em vigor, como o início do segundo semestre de 2015.

“Talvez isso não aconteça, talvez seja de uma forma diferente da que estamos pensando. Não estou aqui inventando e propondo nada, estou aqui simplesmente colocando isso como uma lembrança. Existem três grandes eventos que devemos pensar: reposição, matrícula e início do novo semestre. (...) Muitos vieram aqui para ouvir a proposta da Proeg para repor aulas e reajustar o calendário. Nós não temos isso. Se tivéssemos, nós teríamos uma grande possibilidade de errar”, declarou Rocha Santos.

Votação

A greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) foi aprovada pela ampla maioria das 43 seções sindicais do ANDES-SN em reunião realizada nos dias 15 e 16 de maio, da qual participaram 61 professores, representantes das seções sindicais. Cada seção sindical tem autonomia para declinar ou acompanhar tal decisão, inclusive definindo a data para deflagração, caso assim seja aprovado pela base da categoria. 

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