Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020
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Câmara do Rio votará admissibilidade de impeachment de Crivella

Político é acusado de usar auxiliares para cercear o trabalho da imprensa e intimidar pacientes que reclamam do atendimento prestado na rede de saúde da capital carioca



crivela_D1132248-D3DC-45CB-9B81-88B637681A25.JPG Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella 21/02/2018 REUTERS/Adriano Machado
01/09/2020 às 20:10

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve votar na quinta-feira a admissibilidade da abertura de processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), acusado de usar auxiliares para cercear o trabalho da imprensa e intimidar pacientes que reclamam do atendimento prestado na rede de saúde da capital.

O presidente da Casa, Jorge Felipe (DEM), acolheu pedido feito pela oposição e, depois de ouvir a procuradoria e a mesa da Câmara, decidiu publicar documento na quarta-feira convocando para a votação da admissibilidade no dia seguinte.



“É inadmissível o governo pagar capangas não para melhorar a vida do cidadão, mas para garantir os interesses da prefeitura”, disse em sessão virtual o vereador Tarcísio Motta (PSOL).

Para que o pedido de abertura do processo de impeachment seja aceito são necessários que 26 dos 50 vereadores estejam presentes na sessão, que pode ser acompanhada pelos parlamentares presencial ou virtualmente, e maioria simples de votos.

Em caso de aprovação, a Câmara ainda terá que formar a comissão processante e os trabalhos ocorrerão ao longo dos 90 dias subsequentes, o que significa que a conclusão das investigações só ocorrerá após as eleições de novembro.

Paralelamente ao possível processo de impeachment, um pedido de abertura de CPI para investigar o prefeito foi protocolado na Casa após o recolhimento de assinaturas de ao menos 17 vereadores. No entanto, acredita-se que seja improvável duas apurações simultâneas sobre o mesmo tema.

Crivella está sob pressão depois que auxiliares do prefeito foram colocados sob investigação por tentarem impedir e atrapalhar o trabalho de jornalistas na cobertura de problemas do dia a dia na rede de saúde da cidade, além de intimidarem pacientes que reclamavam da qualidade do atendimento.

Entre os auxiliares investigadores há servidores da cidade. A polícia cumpriu 9 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira em endereços dos auxiliares, e um deles, apontado como líder do grupo e assessor da prefeitura, foi conduzido a uma delegacia para prestar depoimento.


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