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Câmara Municipal de Manaus anuncia projeto orçado em R$ 1,2 mi para zerar uso de papel

O programa “Câmara Digital” é um convênio que será firmado com a Prefeitura de Manaus, que vai permitir que toda a tramitação de projetos na CMM seja informatizada 03/10/2015 às 10:42
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Pelo convênio, a CMM será responsável por pagar 10% do valor total do programa, o restante caberá a prefeitura
JANAÍNA ANDRADE Manaus (AM)

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), anunciou que a Casa vai desembolsar, numa parceria com a Prefeitura Municipal, R$ 1,2 milhão para a compra do software “Câmara Digital” que, segundo ele, irá zerar o uso de papel na Casa Legislativo.

Segundo ele, o convênio será assinado no dia 14.  O programa “Câmara Digital” é um convênio que será firmado com a Prefeitura de Manaus, que vai permitir que toda a tramitação de projetos na CMM seja informatizada. A empresa que hoje está informatizando a Prefeitura vai atuar também na CMM, ou seja, o Executivo Municipal vai estender esse serviço para a Câmara”, explicou.

Neste convênio entre CMM e Prefeitura, Wilker afirmou que a Casa Legislativa será responsável por pagar 10% do valor total do programa – R$ 120 mil. “Esse sistema digital que temos hoje será aprimorado. Hoje o sistema digital que funciona na CMM é algo muito simples, sem sofisticação, algo feito pelos próprios servidores da Casa, mas que deixou mais célere e transparente o acesso aos projetos”, disse.

Hoje, a Diretoria do Legislativo (DL) recebe projetos físicos e, de acordo com Wilker, é obrigada a alimentar o sistema digital. “Então o objetivo do programa Câmara Digital é que quando o vereador elaborar o requerimento, a moção, indicação ou projeto de lei, já saia do gabinete de forma digital. A Diretoria de Comissões e a Diretoria Legislativa são responsáveis por esse rito de projetos. A DL cuidando de PLs e de resoluções, e a Diretoria de Comissões cuidando do rito, da tramitação dos projetos e prazos nas referidas comissões”, detalhou o presidente.

Wilker Barreto afirmou que pretende, ao final de sua gestão à frente da CMM, deixar de herança uma instituição mais direcionada ao bom uso dos recursos públicos, e que mire em estratégias que venham ao encontro da economicidade e da transparência nos atos dos parlamentares.

“Hoje, de forma muita audaciosa, a gente não usa mais em plenário aquele volume de papel de indicações, moções, mas eles ainda saem de forma física dos gabinetes para a DL. Essa parceria para a implantação do programa “Câmara Digital” vai permitir uma economicidade, celeridade e transparência. O retorno com esse projeto é justamente zerar o uso de papel na CMM. Eu só vou usar papel quando tiver que enviar um ofício para algum órgão. Isso será um marco zero”, concluiu.

A informatização e digitalização dos processos legislativos, segundo a assessoria da CMM, “trouxe uma economia significativa na redução de papel em que todos os setores da Casa passaram a consumir até 80% a menos”. Nem a assessoria da CMM, nem o presidente Wilker Barreto, souberam precisar, em reais, a economia com que a informatização das propostas proporcionou.

Saiba mais 

Orçamento 

A previsão orçamentária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que possui 41 vereadores, para 2015 é de R$ 126 milhões. Enquanto o da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), com 24 deputados,  é quase o dobro - R$ 251 milhões.

Economia na conta de energia

Na busca de enxugar os gastos na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o presidente Wilker Barreto (PHS) disse que estuda ainda a implantação de outros dois projetos - uso de energia solar em plenário e instalação de lâmpadas de LED em todo o prédio do Legislativo municipal.

“O uso da energia solar tornará mais sustentável o plenário da CMM. Isso não é muito caro. Quando formos fazer, obviamente respeitaremos os trâmites legais e abriremos o processo de licitação. Esse será um passo para a autossustentabilidade da Câmara.  Outro projeto é trocar as lâmpadas da Casa por lâmpadas LED, o que sairá mais barato no final do mês”, adiantou.

A CMM gasta hoje R$ 30 mil por mês com energia elétrica. “Podemos até ter um gasto maior com a instalação do LED, mas no médio e longo prazo economiza luz. A meta é reduzir para R$ 20 mil a conta”, disse Wilker.





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