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Camelôs sugerem calçadas exclusivas à Prefeitura de Manaus

Proposta do Sindicato dos Vendedores Ambulantes prevê fechamento de vias de pouco movimento para dar lugar a calçadões exclusivos 06/02/2013 às 12:18
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A ideia é retirar os vendedores que estão espalhados pelas calçadas e concentrá-los em dois ou três pontos no Centro
Florêncio Mesquita ---

O Sindicato dos Vendedores Ambulantes de Manaus vai apresentar uma nova proposta para a Prefeitura de Manaus para realocar os camelôs do Centro. A entidade sugere criar calçadões exclusivos de comércio para camelôs em ruas com pouca movimentação de veículos no Centro.

O projeto, que será apresentado à Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro (Semex), consiste em transformar ruas onde imóveis estão abandonados e servem para camuflar a prostituição e a criminalidade em áreas revitalizadas de comércio para ambulantes.

A mudança recuperaria áreas do Centro antigo, consideradas “mortas”, segundo o sindicato, e transferiria os quase 3 mil camelôs que ocupam toda a área central para um ou dois locais. Atualmente, são 2.134 camelôs no Centro cadastrados no sindicato da categoria, além de 500 considerados “ilegais” pela entidade. Todos ocupam bancas fixas. Outros 360 são ambulantes, sem autorização de trabalho. Conforme o sindicato, não entram nesse total, bancas de churrasco, cafés da manhã, e vendedores de fruta, que elevam o número para quase 5 mil.

A ideia é fechar vias e limitar a passagem em ruas como a da Instalação e o trecho da avenida Epaminondas, na praça 9 de Novembro, até a avenida 7 de Setembro, por exemplo, apenas para pedestres. Segundo o presidente do sindicato, Raimundo Sena, a limitação para pedestres seguiria o exemplo do que foi feito no Largo de São Sebastião. “Antigamente aquela praça era aberta para a passagem de carros. Hoje ela está recuperada e só passam pedestres. As bancas seriam instaladas nessas ruas e só o pedestre teria acesso”, disse.

Exemplos

Conforme Sena, a proposta está sendo copiada de modelos iguais aos que foram implantados e deram certo na Bahia e em São Paulo. Ele explicou que a alternativa é a única que pode ser feita a curto prazo antes da Copa do Mundo de 2014. Sena ressaltou que todas as áreas do Centro onde a categoria, junto com a antiga administração municipal, tentaram fazer o shopping popular para os camelôs, foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

“Tivemos várias propostas e todas resolveriam a situação dos camelôs tirando-os das ruas e colocando todos em prédios. Só que o Iphan congelou tudo no Centro. Nada pode ser construído nos terrenos que indicamos porque foram tombados. Hoje essas áreas estão abandonadas e se acabando, sendo que poderiam ter sido recuperadas”, disse.

Sena informou ainda que é favorável à transferência de vendedores ambulantes de frutas e verduras para feiras nas zonas Norte e Leste.

 

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