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Caminhada na Ponta Negra contra as queimadas criminosas no AM

Mais de mil pessoas confirmaram presença na passeata no Complexo Turístico  30/10/2015 às 19:53
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Desde o início do mês que a cidade amanhece coberta por fumaça e se estende ao longo do dia e noite devido às queimadas
Luana Carvalho Manaus (AM)

No período em que o número de focos de queimadas no Amazonas bateu recorde, principalmente nos meses de agosto, setembro e outubro, moradores manauenses sofreram com a forte incidência de fumaça que encobriu a cidade no último mês, causando danos à saúde da população. 

Para tentar reverter a situação e conscientizar os moradores de Manaus sobre as consequências da falta de árvores na cidade, uma caminhada está marcada para acontecer no próximo domingo (11), às 7h30, no Complexo Turístico da Ponta Negra, Zona Oeste.

Até a tarde de ontem, 1,4 mil pessoas haviam confirmado presença para a passeata de clamor pelo fim das queimadas criminosas, no evento de nome “Chega de Queimadas”, criado no Facebook. “Não dá mais pra fingir que nada disso está acontecendo, por isso, os movimentos ‘Eu que plantei’ e ‘Manaus + Verde’ convocam os amigos para esse grande ato de cidadania”, publicou uma das organizadoras do evento, Luciana Nobre.

A ideia é que os participantes se manifestem por meio de faixas, banners, máscaras e apitos. Na última ação realizada no mesmo local, no início do mês, os participantes caminharam em meio à fumaça que tomava conta da cidade e chamaram a atenção de quem praticava exercícios na Ponta Negra.

A página do movimento, que está ganhando adeptos a cada dia,  já possui quase 400 ‘curtidas’ no Facebook.

Recorde de queimadas

O mês de outubro fechou com 2.444 focos de incêndio no Amazonas, segundo  o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  Desde que os satélites começaram a contabilizar os focos de incêndio, em 1998, este é o terceiro maior índice de queimadas registrado no Estado, perdendo apenas para setembro, com 5.882 focos, e agosto, com 4.548 registros, todos em 2015.

Calor extremo

O estudo “Brasil 2040 – Alternativas de Adaptação às Mudanças Climáticas”, encomendado pela Secretaria de Estudos Estratégicos da Presidência da República sugere que em 25 anos o Brasil conviverá com calor extremo, falta d’água e de energia, queda na produção agropecuária, doenças e prejuízo por ressacas.

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