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Campanha contra empresa norte-americana é discutida no Senado

Senadores e convidados debateram nessa quarta-feira (19), sobre a empresa norte-americana Amazon, uma das maiores varejistas do comércio eletrônico no mundo 20/06/2013 às 10:31
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Na reunião em Brasília, senadores e convidados debateram a questão
ANTÕNIO PAULO BRASÍLIA (SUCURSAL)

Entidades governamentais, organizações da sociedade civil e parlamentares lançaram nessa quarta-feira (19), no Senado, campanha contra o pedido da empresa norte-americana Amazon – uma das maiores varejistas do comércio eletrônico no mundo – sobre o domínio genérico do sufixo Amazon, palavra inglesa que significa Amazônia. A solicitação foi feita à Corporação da Internet para Designação de Nomes e Números (Icaan) que se reunirá no próximo mês de julho em Durbam, na África.

Denominada de “Nossa Amazônia – contra a privatização do nome Amazônia”, a campanha pede o envolvimento, a adesão da população brasileira e dos países amazônicos por meio de uma petição eletrônica que pretende recolher milhares de assinaturas no abaixo-assinado que será entregue na reunião do comitê gestor de governos (GAC), ligado à Icaan. A petição já está no ar no endereço www.nossaamazônia.com.br.

“Ter o apoio popular, além do parlamentar e institucional, é muito importante para essa campanha, pois essa é uma questão grave visto que os interesses exclusivos não podem estar acima das várias nações”, declarou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Na reunião estava também o senador Eduardo Braga.

TRATADO

Na reunião de julho, o comitê gestor de governos da Icaan vai avaliar uma solicitação dos países do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), formado pelo Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Equador, Guianas e Suriname, para que o órgão aprove uma recomendação evitando que interesses privados prevaleçam sobre público e que o pedido da Amazon seja retirado da lista de avaliação.

Documento saído da 12ª Reunião dos Ministros de Relações Exteriores dos países-membros da OTCA diz que “o registro solicitado pela Amazon pode associar-se erroneamente com os países e povos indígenas ao qual a empresa não representa e impedir oportunidades para o uso da Internet com apoio no desenvolvimento econômico e social”.

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