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Cotidiano
Parto normal

Campanha do Ministério da Saúde incentiva parto normal

No Amazonas, a UEA, a Fiocruz e a Susam realizaram, no mês de junho, o “Seminário Norte sobre Parto e Nascimento”, também com o objetivo de promover o parto normal 21/07/2016 às 09:34
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As mães receberam, ontem, as fraldas arrecadadas durante o “Seminário Norte sobre Parto e Nascimento” (Foto: Eduardo Gomes/UEA)
acritica.com

O Ministério da Saúde divulgou, no primeiro semestre de 2016, um protocolo de diretrizes para reduzir o número de cesarianas sem necessidade no País. O documento lista as situações nas quais o parto cesárea é indicado em detrimento do parto normal. No Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria de Estado do Saúde (Susam) realizaram, no mês de junho, o “Seminário Norte sobre Parto e Nascimento”, também com o objetivo de promover o parto normal.

Encerrando as atividades do Seminário, a coordenação do evento realizou, na manhã de ontem, dia 20, na Maternidade Ana Braga, na Zona Leste de Manaus, a entrega de fraldas arrecadadas durante o evento.

“É de extrema importância a promoção de ações que incentivem o parto normal. Promover políticas públicas para diminuir o número de cesarianas é essencial para que as mulheres tenham, cada vez mais, uma assistência de qualidade e que o parto seja cada vez mais humanizado. É um momento importante que deve ser envolto de experiências positivas”, disse a tutora da Residência em Obstetrícia da UEA, Adélia Dornelas.

Humanidade

O coordenador geral do Seminário Norte sobre Parto e Nascimento, da Fiocruz, Jessem Orellana, ressaltou que o parto normal sempre foi importante para a humanidade. “O seminário foi uma oportunidade de discutir, de uma forma mais crítica, acadêmica e científica, parto e nascimento no Amazonas. Com os avanços científicos que nos levaram a entender a necessidade de intervir em determinadas situações obstétricas, o parto cesária incorporou-se à medicina nos últimos cem anos, e, em alguns casos, têm se observada a realização de práticas perniciosas e viciadas”, ressaltou Jessem Orellana.

A dona de casa Suziane do Lago, com a pequena Maria Rihana de apenas um dia de vida no colo, disse que o parto normal estava nos seus planos desde o pré-natal. “Meu parto foi prematuro, mas deu tudo certo, sem nenhum risco. O parto cesária é bem mais complicado e requer muitos cuidados”, completou ela.

O seminário

O evento teve o objetivo de debater estratégias e experiências de enfrentamento das dificuldades provenientes de um modelo de atenção caracterizado pelo uso excessivo de medicalização, práticas invasivas e pouca participação da rede de apoio da parturiente.

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