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Cotidiano
Tráfico de Pessoas

Campanha 'Coração Azul' alerta para o tráfico de pessoas no contexto nacional e amazônico

O objetivo da ação é sensibilizar e informar a população sobre a questão do tráfico de pessoas, além de chamar a atenção para as principais características que indicam o crime e onde buscar ajuda 28/07/2016 às 11:16
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A abertura da campanha aconteceu às 9h, na sede da Sejusc, no conjunto Celetramazon, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, onde ocorreu a palestra “Tráfico de Pessoas no Contexto Nacional” (Antônio Menezes)
Silane Souza Manaus (AM)

Teve início nesta quinta-feira (28), em Manaus, a “Campanha Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Coração Azul”, que será realizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) até o próximo dia 30. O objetivo da ação é sensibilizar e informar a população sobre a questão do tráfico de pessoas, além de chamar a atenção para as principais características que indicam o crime e onde buscar ajuda.

A abertura da campanha aconteceu às 9h, na sede da Sejusc, no conjunto Celetramazon, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, onde ocorreu a palestra “Tráfico de Pessoas no Contexto Nacional” e a apresentação do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Às 16h, ocorrerá a palestra “Tráfico de Pessoas no Contexto Amazônico”.

Às 13h30, inicia no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes a exposição da caixa temática sobre tráfico humano que vai ser deslocada nas esteiras de desembarque do local. A caixa mede 66x77 e possui a plotagem de uma mulher encarcerada.

“O aeroporto é um dos principais meios utilizados pelo crime organizado do tráfico internacional de pessoas. Com essa ação queremos chocar e informar os passageiros sobre essa questão, pois ela é real e pode estar acontecendo com uma pessoa que está do nosso lado”, enfatizou a titular da Sejusc, Graça Prola.

A programação de hoje segue até as 18h e se encerrará com a iluminação, na cor azul, de vários prédios simbólicos de Manaus como o Teatro Amazonas, a Assembleia Legislativa (Aleam), a Câmara Municipal de Manaus (CMM), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM) e a Sejusc.

A “Campanha Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas Coração Azul” tem o apoio do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da rede “Grito pela Vida”.

De acordo com a secretária executiva de Política para Mulheres da Sejusc, Keyth Bentes, nesta sexta-feira (29), a programação será em escolas públicas das Zonas Norte e Leste da cidade. Também haverá abordagem nos pontos onde pode acontecer situação de tráfego de pessoas, como aeroporto, rodoviária, barreira e ponte sobre o rio Negro.

“O Governo do Estado preparou uma programação tanto para as pessoas que trabalham com a temática como os parceiros do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas quantos a comunidade em geral. Nosso objetivo é fazer com que as pessoas saibam identificar uma situação de tráfego de pessoa e denunciar através do 180 ou 100, lembrando que o 180 é  interligados com 16 países”, frisou Keyth.

Conforme ela, de 2011 a 2014 foram registrados 20 casos de tráfico de pessoas no Estado, sendo 18 deles com fins de exploração sexual e dois de trabalho análogo a escravidão. “A característica do tráfico humano é quando a pessoa é levada do município de origem para outro local com a proposta de melhor emprego e qualidade de vida, sendo que quando chega é uma armadilha”, lembrou.

A coordenadora nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, Renata Braz, destacou que um dos grandes desafios é levar o conhecimento desse crime a sociedade, visto que ele não tem uma materialidade como outros crimes como, por exemplo, o tráfico de droga que se visualiza. Conforme ela, o tráfego de pessoas são situações e é multifacetário.

“O crime acontece desde o aliciamento ao transporte dessa pessoa e até mesmo a exploração que muitas das vezes é sexual. Mas nem sempre é exclusivamente exploração sexual. Nós estamos falando de pessoas traficadas também para realizar trabalhos forçados, em situação análoga a escravidão, ao tráfico infelizmente de órgãos e tecidos”, pontuou.

 

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