Sábado, 24 de Agosto de 2019
Saúde do homem

Novembro Azul encerra com mutirão no qual homens dizem ‘sim’ à prevenção

Oitenta homens de idades variadas participaram do mutirão realizado no Ambulatório Araújo Lima, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), dentro da ação de prevenção ao câncer de próstata



senhor.JPG Raimundo Jorge de Oliveira diz que faz o exame desde as primeiras campanhas. Foto: Winnetou Almeida
30/11/2016 às 21:18

Um total de 80 homens de várias idades deram, nesta  quarta-feira (30), um banho de consciência contra o preconceito e em prol da saúde masculina. Eles participaram do mutirão realizado no Ambulatório Araújo Lima, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), dentro da ação de prevenção ao câncer de próstata, recebendo serviços de consulta especializada com urologista (histórico e exame clínico), agendamento de exames laboratoriais, exame físico (toque) e ultrassonografia de próstata.

Além disso, foram realizadas palestras e rodas de conversas para informar e tirar dúvidas sobre o câncer de próstata. A ação fez parte do mutirão nacional de atendimento promovido pela  Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que mantém o  HUGV, e cuja meta era  atender aproximadamente  três mil pessoas nos 39 hospitais universitários federais filiados, presentes nas cinco regiões do Brasil,  com a realização de cirurgias, exames e consultas.

Veio de longe

O comerciante  Antônio da Rocha Filho mora no Município de Itapiranga e viajou 335 quilômetros para chegar à capital e fazer o exame de próstata. Nascido em “terra de cabra macho”, como se popularizou chamar quem nasce na Paraíba, na região Nordeste, ele comentou que o exame de toque retal que fez hoje não diminui em nada a sua masculinidade, e que o mais importante é a sua saúde.

“Fiz o exame pela quarta vez, e recomendo que os homens tirem esse preconceito da cabeça. Você não vai deixar de ser homem por causa desse exame. Triste é ter a doença e não ter como curar”, disse ele, que já é um sexagenário.

O cozinheiro Manoel Francisco, 42, estava no mutirão e iria passar pelo exame de toque retal e PSA pela primeira vez. Para ele, é vital fazer o procedimento tendo em vista que sua família tem histórico de morte por câncer de próstata. “Tenho que cuidar da minha saúde, sou novo, 42 anos, tenho todo um futuro. Tive um tio que morreu aos 78 anos dessa doença. As pessoas têm que deixar o preconceito de lado pois nossa saúde está em primeiro lugar”, comentou ele.

Em um suposto caso positivo no exame em relação à doença, Francisco disse que iria encarar a situação com calma. “Iria correr o mais rápido possível atrás da minha cura”, contou ele, natural de Tabatinga, noivo e pai de um rapaz de 18 anos e uma moça de 17.

Blog: Antonio da Rocha Filho, comerciante

Fiz o exame de próstata, que é o toque, pela quarta vez e recomendo a todos os homens que tirem esse preconceito da cabeça, pois uma consequência terrível é se ele tiver câncer de próstata e não tiver mais como curar. É triste. Você não vai deixar de ser homem por conta desse exame. Pelo contrário: você vai ser mais homem ainda. Faço esse exame desde os 50 anos de idade, me descuidei um pouco, após ir para o interior (ele é de Campina Grande, na Paraíba, e mora hoje no município amazonense de Itapiranga), depois fiz com 55, ano passado com 60 anos voltei a fazer e agora estou aqui novamente. Todos nós temos que cuidar do corpo, pois as consequências são terríveis. É preciso fazer sempre todos os anos”.

Exame de toque é benéfico e não dói

O médico-chefe do serviço de Urologia do HUGV, Adriano Maia, destaca que o mais importante do mutirão foi alertar para o problema do câncer de próstata.

“Estamos fazendo uma campanha para os homens, que é o Novembro Azul, alertando a população da necessidade de prevenção do câncer de próstata, que é o segundo tipo de câncer mais frequente no homem, atingindo 62 mil pacientes em todo o Brasil por ano e tem um índice de mortalidade de 13 mil casos anuais”, disse ele, que chefiou, nesta quarta, uma equipe formada por 30 pessoas envolvidas no mutirão de atendimento.

O preconceito existente por parte de muitos homens em não fazer o exame de próstata, diz o médico, não pode existir em virtude do mesmo ser benéfico para a saúde do indivíduo: “O exame não dói, é rápido e além do toque retal há o PSA, que é o exame de sangue e que é necessário”.

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