Terça-feira, 25 de Janeiro de 2022
GOLPE DO AUXÍLIO

Candidato a vereador diz ter sido vítima de estelionatários com auxílio emergencial

Segundo João Kennedy Marques (PMN), estelionatários teriam usado o nome dele para pedir auxílio pago pelo governo federal. O fato fez com que o candidato a vereador surgisse em uma lista indesejada do Tribunal de Contas da União



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07/11/2020 às 18:33

O candidato a vereador de Manaus João Kennedy de Lima Marques (PMN) declarou que teve os dados pessoais usados por estelionatários para pedir o auxílio emergencial pago pelo governo federal. Ele é um dos 19 nomes do Amazonas que integra lista do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgada na sexta-feira, de 10,7 mil candidatos que declararam patrimônio igual ou superior a R$ 300 mil e que receberam o benefício, destinado a pessoas de baixa renda durante a pandemia.

Em nota de repúdio, Kennedy diz que, assim como tem ocorrido com outras pessoas, foi vítima de estelionato e somente tomou conhecimento com a publicação da reportagem publicada no jornal A CRÍTICA na edição deste final de semana.



“Criminosamente usurpando de meus dados realizaram cadastro em meu nome e CPF, porém não conseguiram concluir o intento, e a conta social aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal, nunca foi desbloqueada e conforme documento fornecido pela mesma, o saldo depositado está intacto”, disse.

No extrato bancário consta o valor de R$ 2,4 mil, que corresponde a quatro depósitos de R$ 600 cada, creditado entre julho e outubro. As parcelas do auxílio emergencial não foram sacadas, conforme comprovante enviado pela defesa do candidato.

“Torno público o documento fornecido pela Caixa Econômica Federal, onde consta o cadastro e a conta bancária que foi aberta em meu nome, para que vejam que não houve qualquer movimentação e para provar que jamais permitirei que manchem o meu bom nome e minha imagem me beneficiando daquilo que não necessito, desmerecendo toda a minha caminhada que me trouxe até aqui. Criminosos, caluniadores e difamadores não passarão”, diz trecho da nota de repúdio.

Neste sábado (7), João Kennedy registrou Boletim de Ocorrência no 1° Distrito Integrado de Polícia, no bairro Praça 14 de Janeiro, informando que seus dados foram incluídos no auxílio emergencial sem seu consentimento.

“Tomarei todas as providências legais cabíveis, em esfera cível e criminal, contra a pessoa que cometeu este crime que traz prejuízos não só a minha imagem, mas a tantas famílias que necessitam receber tais recursos diante das dificuldades enfrentadas desde a decretação desta pandemia”, diz trecho da nota.

O candidato esclareceu que acionou à Caixa Econômica para encerrar a conta e o cadastro ‘fraudulento’. A defesa de Kennedy informou que ele irá fazer a devolução do recurso público e na segunda-feira irá até à agência bancária para encerrar o episódio.  

“Reafirmo àqueles que me conhecem e que me acompanham durante todos esses anos que sou de origem humilde, porém com fortes valores morais e éticos, onde me foi ensinado princípios que apesar de todas as dificuldade encontradas pelo caminho, nunca os abandonei, e com muito suor e dedicação consegui conquistar meu patrimônio, que todos os anos o declaro, conforme o que preceitua a lei, como cidadão íntegro que sou”.

Relação completa

Na listagem, disponível no site do TCU, cinco concorrem à Câmara Municipal de Manaus (CMM). São eles: João Kennedy (R$ 1,015 milhão); José Ribamar Gama Santos (R$ 1,015 milhão); Rosemi Ferreira da Silva (R$ 2,1 milhão), José Raimundo Fernandes de Oliveira (R$ 1,8 milhão); José Iran Figueiredo de Lima (R$ 2 milhões).

De acordo com o documento, João Kennedy e José Santos receberam, cada um, R$ 600 de auxílio do governo federal. Em nome de Rosemi da Silva consta benefício de R$ 2,4 mil. José Raimundo e José de Lima têm registro de R$ 1,8 mil e R$ 1,2 mil, respectivamente.

Três candidatos a prefeito de municípios do interior do Amazonas são beneficiários do auxílio. Almir Rodrigues dos Santos, de Apuí, informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1,2 milhão em bens e recebeu R$ 2,4 mil de ajuda. O patrimônio de Luiz Augusto da Silva, de Careiro da Várzea, soma R$ 1 milhão. Em nome dele tem auxílio de R$ 1,8 mil. Enilton Vasconcelos, de Eirunepé, é detentor de R$ 1,045 milhão. O auxílio pago a ele foi de R$ 1,2 mil.

Os demais candidatos a vereador, no Amazonas, elencados pelo TCU são: Vanda Ferreira, de Alvarães, com patrimônio de R$ 1,099 milhão; Antônio Ramos Filho, de Apuí, (R$ 3,1 milhões); José Odri de Araújo, de Benjamin Constant, (R$ 1,1 milhão); Aluizio Nascimento, de Boa Vista do Ramos (R$ 82,5 milhões); Jonatas do Nascimento, de Humaitá (R$ 1,3 milhão); Geraldo Carneiro Monteiro, de Maués (R$ 1,1 milhão); Ana Paula Santos (R$ 3,2 milhões) e Maurício de Souza, ambos de Presidente Figueiredo (R$ 4,6 milhões); Marta Brazil Ramos, de Tabatinga (R$ 1,6 milhão).

O candidato a vice-prefeito em Presidente Figueiredo Geni Narimatsu, com patrimônio avaliado em R$ 1,5 milhão, aparece na lista, mas o campo do valor do benefício pago pelo governo federal está em branco.

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Repórter de A Crítica

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