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Candidatos ao Governo focam em corrupção e segurança durante debate eleitoral da TV A Crítica

O programa terá duração total de duas horas e contará com os sete candidatos ao cargo de Governador do Estado respondendo a perguntas entre si e de eleitores do capital e do interior do Amazonas 27/09/2014 às 01:03
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Candidatos expõem propostas durante o debate da TV A Crítica
acritica.com Manaus (AM)

PROGRAMA NA ÍNTEGRAGALERIA DE IMAGENS

À meia-noite deste sábado (27), terminou o debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas realizado pela TV A Crítica. O debate foi transmitido ao vivo pelo Portal A Crítica e nossas redes sociais, sendo assistido até por internautas no exterior. Todos os candidatos, aliás, elogiaram o formato do programa. Para quem não pôde acompanhar, o Nosso Encontro reprisará destaques a partir das 12h na TV A Crítica e você pode conferir um resumo dos blocos a seguir.

Quarto bloco

O quarto bloco começou com o direito de resposta de Chico Preto sendo negado pela equipe jurídica da TV A Crítica. Segundo ela, "não houve calúnia, injúria ou difamação" que justificasse direito de resposta do candidato.

O resto do bloco foi de considerações finais. Os candidatos não ousaram muito e não provocaram os demais. Herbert Amazonas abriu essa parte, seguido de Chico Preto, Eduardo Braga, José Melo, Abel Alves, Marcelo Ramos e Luiz Navarro.

Nesse bloco, Braga confundiu o número de Dilma, dizendo 33 ao invés de 13, e Melo disse que iria triplicar o Bolsa Floresta, chamando sua versão atual de Bolsa Miséria. Abel ainda criticou o fato de que não estará no próximo debate, elogiou a TV A Crítica, chamando-a de "rede democrática", e atacou: "Você [eleitor] não precisa da Globo!".

Terceiro bloco

O terceiro bloco do debate eleitoral da TV A Crítica, com candidatos ao cargo de governador do Amazonas, iniciou com a concessão de direito de resposta a José Melo sobre acusações de que usa sistema de segurança pública para promoção eleitoral. “Nunca usei policial para fazer campanha política!”, se defendeu Melo.

Como o terceiro bloco era formado por perguntas de eleitores do interior do Estado, o candidato Eduardo Braga respondeu questionamento de morador do município de Autazes sobre problemas que atingem as cidades. “Lutei que entrássemos no plano Safra”, disse. Marcelo Ramos comentou: “Não vamos fazer o que eles fazem”.

Um morador do Careiro Castanho questionou como os candidatos a governador pretendem alavancar o turismo no interior do Estado e melhor a economia. Luiz Navarro afirmou que defende usinas de compostagem, a ampliação da BR-319 e o asfaltamento das rodovias intermunicipais. Braga se limitou a dizer que fará investimentos.

José Melo foi sorteado para responder pergunta de morador do município de Itacoatiara. “Quando será resolvido problema do Linhão de Tucuruí?”, disse eleitor. Melo prometeu fazer o rebaixamento do Linhão para Itacoatiara. Chico Preto, comentando o tema, afirmou apenas que conhece sofrimento dos que passam pelo rodízio de fornecimento de energia na cidade.

Herbert Amazonas respondeu a uma pergunta sobre soluções para superlotação e rebeliões no sistema penitenciário no Amazonas, feita por uma moradora do município de Parintins. Herbert criticou o governo e disse que há necessidade de investir em educação. José Melo concordou e também afirmou que fará investimento.

Segundo bloco

No segundo bloco do debate eleitoral da TV A Crítica, com candidatos ao cargo de governador do Amazonas, houve confronto sobre políticas públicas para o caboclo do interior do Estado. O candidato José Melo cobrou de Eduardo Braga sobre leis de crédito para o ribeirinho, que se defendeu afirmando que implantou o programa Bolsa Floresta.

Luiz Navarro questionou o candidato Marcelo Ramos sobre a autonomia financeira da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e os recursos destinados ao ensino superior. Antes de responder, Marcelo aproveitou para rebater prévias críticas feitas pelo candidato Eduardo Braga.

Primeiramente, chamou a nomeação de seu irmão Humberto Ramos para ser subsecretário de Segurança Pública na gestão Braga "um dos poucos momentos de lucidez em uma gestão marcada pela corrupção e pelo desmando".

Depois, atacou Braga na proteção a Adail Pinheiro: "é constrangedor o silêncio deste senhor [Braga] em relação ao nome Adail Pinheiro, ele não consegue falar o nome". Marcelo também disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia atrasou "porque todos os deputados, sob seu comando e sob comando do Melo, votaram para que ela não fossem instalada".

Finalmente, respondendo à pergunta de Navarro, disse: “O reitor da UEA anda de pires na mão, chorando por recursos”, disse Marcelo, confrontando o atual governo. Navarro concordou com ele sobre a necessidade de dar autonomia à UEA.

Hebert Amazonas perguntou como Abel Alves pretende solucionar a crise na segurança pública no Amazonas. “Quero governar o Amazonas dentro de uma realidade”, disse Abel, que defendeu o programa Ronda no Bairro, do atual governo, mas afirmou que há necessidade de melhorias e implantar tecnologias. 

Primeiro bloco

No primeiro bloco do debate eleitoral da TV A Crítica, com os candidatos a governador do Amazonas, houve confronto de ideias e propostas. Os candidatos fizeram perguntas entre si, sem que cada um deles participasse duas vezes seguido. Cada um pôde fazer perguntas diretas sobre temas diversos a um candidato sorteado anteriormente.

Temas como educação, transporte e corrupção foram presentes no primeiro bloco. Os candidatos Herbert Amazonas e Marcelos Ramos debateram sobre transporte público, responsabilidades dos governos para garantir direitos ao cidadão e sugestões para colocar em prática o passe livre para estudantes em todo o Amazonas.

O tema corrupção ou desvio de recursos públicos foi levantado entre candidatos Chico Preto e José Melo. Chico questionou Melo sobre contratos com a construtora Andrade Gutierrez, sumiço de viaturas do programa de segurança pública Ronda no Bairro e viagens feitas para outros países com aeronaves do Governo do Estado. Melo afirmou que acusações foram levianas.

Marcelo Ramos também levantou temática de corrupção contra o candidato Eduardo Braga, questionando-o sobre antigas alianças políticas dele com ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e também sobre investigações da Polícia Federal no governo Braga, como operação Albatroz, entre outras.

Início

O debate iniciou pontualmente às 21h40, após ser definido a ordem de perguntas e respostas. Todos os sete candidatos participaram do programa, na sede da TV A Crítica, comandado pelo jornalista da Rede Record Ogg Ibrahim. A transmissão também é feita ao vivo pelo Portal A Crítica e nossas redes sociais (Twitter e Facebook), além da TV A Crítica, canal 4 na televisão aberta.

Sorteio

O sorteio com a ordem das perguntas e respostas já aconteceu, com a presença dos candidatos já no estúdio da TV A Crítica. Em breve terá início o programa.

Chegada dos candidatos

O primeiro a chegar foi Herbert Amazonas, por volta de 19h40, seguido de José Melo as 19h50, Carlos Navarro as 20h, Chico Preto as 20h15, Eduardo Braga as 20h30 e Abel Alves cinco minutos depois. Marcelo Ramos foi o último a se apresentar na sede da emissora amazonense, quando o relógio marcava 20h45.

Para Abel Alves, "a expectativa (para o debate) é ótima hoje porque democraticamente estão os sete candidatos". "O eleitor vai ter oportunidade de ouvi-los, diferente dos outros debates, que, mesmo seguindo a lei, contou com a participação de apenas cinco", afirmou o candidato.

De acordo com Eduardo Braga, a expectativa é a melhor possível: "Democracia é isso, debate de ideias e propostas, de como resolver problemas da população para melhorar a vida", disse.

"O debate é a hora da verdade. Aqui, o dinheiro deles não vale nada, os conchavos não valem nada. Não tem computação gráfica", afirmou, por sua vez, Marcelo Ramos.

Já José Melo espera que "os candidatos tenham o comportamento que eu vou ter, um comportamento propositivo. Quero discutir minhas propostas para a saúde, para a educação e para a segurança pública".

Carlos Navarro também iniciou seu discurso pré-debate apostando na esperança. "Espero que possamos demonstrar à população a melhor candidatura, aquela que tem mais capacidade de fazer mudanças em benefício da população", resumiu.

Herbert Amazonas, por sua vez, declarou que desejava "apresentar o programa de governo do partido, alternativas aos demais projetos que os candidatos apresentam, e a expectativa é a de que possamos ter o melhor desempenho possível".

"Um ambiente de debate como o que está sendo oferecido pela TV A Crítica é fundamental para que as pessoas possam comparar as propostas dos candidatos e votar com consciência", acredita Chico Preto.

O debate

A dinâmica do debate, de acordo com a gerente de programação e conteúdo da TV A Crítica, Gisele São Thiago, vai valorizar o confronto direto entre os candidatos. “Eles vão perguntar entre si, não vamos limitar tema, nem direcionar. Serão perguntas livres”, afirmou.

Dividido em quatro etapas, o debate terá um bloco destinado a perguntas feitas por eleitores. “Esse ano fizemos a opção por incluir perguntas de pessoas do interior, dado o alcance que a TV A Crítica tem no Estado. Serão sete perguntas de municípios diversos, uma para cada candidato, mediante sorteio”, explicou Gisele, que está na direção do programa.

Os dois primeiros blocos estão reservados para perguntas diretas de candidato para candidato, com duração aproximada de 30 minutos cada. No terceiro bloco, os eleitores farão perguntas – serão sete, uma para cada candidato. No último bloco, os candidatos farão as suas considerações finais.

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