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Cotidiano
ELEIÇÕES 2018

Candidatos estão proibidos de apresentar programas de rádio e TV a partir de hoje (30)

Legislação eleitoral exige, a partir deste sábado, afastamento de quem vai disputar as eleições este ano. Políticos do Amazonas afirmam que medida não atrapalha 30/06/2018 às 06:00 - Atualizado em 30/06/2018 às 09:41
Show tv
Foto: Reprodução/Internet
Náis Campos Manaus (AM)

Com base nas regras estabelecidas como condutas vedadas, impostas pela legislação eleitoral (TSE), os radialistas, apresentadores de programas ou comentaristas que são candidatos à reeleição ou pré-candidatos a cargos letivos devem se afastar, a partir deste sábado (30), da grade de programação de emissoras de rádio e TV. A Lei 9504/97  é para manter na linha os candidatos e punir o eventual descumprimento que variam desde o pagamento de multa até a cassação da candidatura, dependendo da gravidade da infração.

Apresentadora há mais de 20 anos de um programa de TV em Manaus, a deputada federal Conceição Sampaio (PSDB) não associa seu vínculo na mídia com a preferência do eleitorado em sua pretensa reeleição. “Não acho que o fato de deixar a TV venha, de fato, trazer prejuízos. Pelo contrário, pois o cumprimento de um mandato não se faz em um ou dois meses, o mandato se faz durante quatro anos. Creio que a população vai avaliar meu trabalho independente de qualquer coisa”, avaliou a parlamentar.

Quem também concorda que estar fora do ar não cria empecilho à candidatura é o vereador Reizo Castelo Branco (PTB). O pré-candidato a deputado federal garante que nunca dependeu do programa de TV para sustentar seus três mandatos como parlamentar. “Juntando o que conseguimos com a mídia televisiva não chega nem na metade dos atendimentos que faço em meu gabinete diariamente, seja com fiscalização de infraestrutura ou com os benefícios que a população usufrui por meio de leis da minha autoria”, justificou.

Castelo Branco também afirma que sua participação na TV não tem relação com a política e que a visibilidade adquirida na mídia reflete a continuidade de suas ações sociais. “Em meu roteiro como apresentador não falo de política. Minha visibilidade neste meio é apenas a continuação de um trabalho social que tem sido realizado durante 20 anos. Meu ofício continua aqui fora, mesmo me afastando para cumprir a norma da Lei Eleitoral”, sustentou Reizo.

Para o vereador e radialista, Álvaro Campelo (PP) a saída temporária da apresentação de um programa de rádio “não atrapalha” o desenrolar de sua candidatura à Assembleia Legislativa nas eleições gerais de 7 de outubro. “Programa de rádio ou TV realmente não é garantia de votos. Se assim fosse, nenhum apresentador perderia eleição”, disse.

Outras mídias

Já o pré-candiato ao governo, Wilson Lima (PSC) vai reforçar nesse período fora do ar sua ideias por meio das redes sociais. “A TV dá exposição diária de aproximação do povo, e parte dessa trabalho vou replicar, por meio das mídias sociais, com a ajuda de uma rede de voluntários”, aposta o jornalista.

Wilson acredita que as aparições na internet vão compensar a falta de recursos  para bancar a a campanha e o escasso tempo na propaganda eleitoral gratuita. “É  a nossa  aposta”, acredita.

Agenda eleitoral para o mês de julho

5 de julho: pré-candidatos poderão fazer propaganda intrapartidária, mas está proibido o uso de rádio, TV ou outdoor para essa finalidade.

7 de julho: agentes públicos ficam proibidos de nomear, contratar ou admitir servidores; transferir recursos e realizar inaugurações.

17 de julho: o eleitor poderá habilitar-se ao voto em trânsito nos municípios com mais de cem mil eleitores. 

20 de julho: convenções para a escolha de candidatos às eleições. Período vai até 5 de agosto

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