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Cansados com o descaso público, moradores de Cacau- Pirera bloqueiam a entrada da ponte Rio Negro

A manifestação conta com seis principais bandeiras de luta, três à nível estadual e três à nível municipal, pedindo melhorias na saúde, educação e transporte além de qualidade na segurança pública e infraestrutura. A principal delas diz respeito à emancipação do Distrito de Cacau Pirêra 18/07/2013 às 13:23
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A manifestação segue de forma pacífica e organizada
Evelyn Souza e Gabriele Bessa ---

Moradores do Distrito de Cacau Pirêra, município de Iranduba, localizado na Região Metropolitana de Manaus, fecharam na manhã desta quinta-feira (18) a entrada da via de acesso a ponte Rio Negro durante 20 minutos. O ato fez parte de uma manifestação pacífica intitulada ‘Vem pra rua Cacau’, organizada pelos comunitários com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para o descaso com distrito.

A manifestação conta com seis principais bandeiras de luta, três à nível estadual e três à nível municipal, pedindo melhorias na saúde, educação e transporte além de qualidade na segurança pública e infraestrutura. A principal delas diz respeito à emancipação do Distrito de Cacau Pirêra.

A organização solicitou aos manifestantes que fossem participar do movimento, que eles não usassem máscaras ou bandeiras partidárias.

Segundo o comandante da PM em Iranduba, Major Santiago, além dos 80 policiais que estão no município, mais de 10 homens de Manaus e o comando de policiamento especializado foram acionados, caso pudesse acontecer algum problema grave no ato. O helicóptero do Grupo Aéreo da Policia Militar – GRAER também sobrevoou o local para acompanhar a manifestação.

Pelo menos 150 pessoas munidas de faixas e cartazes percorreram as principais vias do distrito e seguiram em direção a rotatória da estrada do Cacau Pirêra, na rodovia Manoel Urbano (AM-070). Além dos que seguiam a pé, foi possível ver também motoqueiros e ciclistas acompanhando a manifestação.

Reivindicações

A dona de casa Francisca Medeiros, 39, reclama pelo descaso com os moradores das áreas alagas do distrito. “Nós queremos uma resposta do governo, tenho três filhos e minha casa está no alagado. Disseram que iam nos indenizar e até agora nada”.

Entre os manifestantes, uma religiosa segurava um cartaz com os dizeres: ‘Diga não ao extermínio de jovens’. A irmã Lenir ressaltou também que a falta de segurança e os problemas de infraestrutura chegam a atrapalhar nas ações das religiosas.

“Nós temos medo de sai a noite para fazer as novenas na casa das pessoas. Uma irmã já caiu de bicicleta por conta dos buracos nas ruas também. Isso é um descaso”.

Um documento com as reivindicações dos moradores será enviado pelos organizadores da manifestação, para o Governo do Estado.


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