Domingo, 26 de Maio de 2019
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Caos na saúde do AM: com braço quebrado há quatro anos, menino espera por cirurgia corretiva

Railson quebrou o braço aos 3 anos, foi orientado pelo médico a esperar mais quatro, e há cinco meses ele está na ‘fila’



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Railson Lima encontra dificuldades de realizar algumas atividades físicas por conta do braço esquerdo estar torto
12/01/2016 às 20:24

Faz um ano que a frentista Keithy Martins Lima, 28, tenta marcar uma cirurgia para o filho, Railson Lima, de oito anos, na Fundação Hospital Adriano Jorge. Há cinco meses ele entrou oficialmente na fila de espera por uma cirurgia para corrigir um suposto erro médico no braço da criança.

Ela explica que Railson quebrou o braço esquerdo quando tinha apenas três anos. Ele foi levado para o Hospital da Criança João Lúcio, Zona Leste, e depois encaminhado à Fundação Hospital Adriano Jorge, Zona Sul. “Chegando lá, o ortopedista que nos atendeu disse que ele teria que esperar completar pelo menos sete anos para poder fazer a cirurgia. Mas esse tempo todo ele continuou sendo acompanhado no hospital. Mesmo com o braço torto, os médicos diziam que era normal”, conta.

Quando a criança completou a idade indicada pelo médico, foi levada novamente ao Adriano Jorge e, lá, outro ortopedista informou que a cirurgia deveria ter sido feita na ocasião em que ele quebrou o braço. “Um novo médico disse que já era para meu filho ter operado o braço há muito tempo. Estou correndo atrás desde então. Há cinco meses entramos na fila de espera e até agora não conseguimos marcar o procedimento”, relata, aflita.

Segundo a frentista, a demora para marcar uma consulta também é grande. “A gente marca e demora um mês para ser atendido. Com os exames é a mesma coisa”. Neste período, Railson já fez radiografias, tomografias, e diversos raios-x, mas a cirurgia ainda não foi marcada. “Meu filho já nem consegue mais movimentar o braço. Toda vez que procuro me informar lá no hospital  eles falam que é preciso esperar”, finaliza. 

Susam irá apurar’

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou, por meio de nota, que a direção da Fundação Hospital Adriano Jorge irá levantar os dados do prontuário do paciente e se coloca à disposição para receber a mãe da criança e dar os encaminhamentos necessários para o atendimento.

A pasta informou, na última segunda-feira (11),  que é alta a demanda recebida para cirurgias nas unidades da rede pública e, apesar de todos os esforços para fazer frente a essa procura, “o tempo de espera, em algumas situações ou especialidades, acaba sendo maior”. No ano passado, a pasta registrou 930.038 procedimentos, na capital e interior, no período de janeiro a novembro, um crescimento de 10% em relação a 2104. Na Fundação Hospital Adriano Jorge foram 5.130 cirurgias em 2015, sendo 1.641 de ortopedia.

Investigação

Na última segunda-feira (11), o governador José Melo declarou que suspeita de sabotagem nos hospitais e disse que a polícia irá investigar a causa de seguidas falhas em equipamentos que tem sido apontada por médicos e pacientes.


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