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Caprichoso terá nova eleição em setembro

O artigo 40, do estatuto do Caprichoso, diz que o pleito será realizado 30 dias após a instalação da Comissão Eleitoral, o que corresponde ao dia 17 de setembro 20/08/2013 às 10:08
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Márcia Baranda
Jonas Santos Parintins

A presidente do boi Caprichoso publicou portaria nessa segunda-feira (19) nomeando a Comissão Eleitoral da eleição do bumbá, sem fixar data exata para a realização do pleito. A publicação aconteceu em cumprimento a decisão do desembargador Aristóteles Tury, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM), que determinou imediata providências para realizar a eleição, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

O artigo 40, do estatuto do Caprichoso, diz que o pleito será realizado 30 dias após a instalação da Comissão Eleitoral, o que corresponde ao dia 17 de setembro. O estatuto previa também que a eleição deveria ocorrer no primeiro domingo de setembro. “Não vou recorrer da decisão do TJ/AM. Tem que ter uma hora que você tem que sacrificar e dá um passo para trás. O artigo 40 diz que a eleição ocorrerá 30 dias após a nomeação da Comissão Eleitoral”, afirmou a presidente.

As datas, mas prováveis para acontecer à escolha do novo presidente seria  os dias 15 ou 22 de setembro, um domingo, já que o dia 17 de setembro cai numa terça-feira. O presidente da Comissão Eleitoral, Hugo Levy Filho, preferiu não fazer comentário sobre o tema, porque de acordo com ele, ainda não havia recebido documento de sua nomeação. “A presidente conversou comigo, mas ainda não recebi a portaria”, justificou o magistrado.

O mandato da atual presidente encerra-se em setembro, mas por meio de assembleia geral, ela havia conseguido a prorrogação no cargo, por mais três anos – até 2016 – que foi derrubada em 1ª. e 2ª instâncias. Márcia falou ontem a Rádio Alvorada de Parintins para anunciar a realização da eleição, depois de se manter em silêncio por vários dias, em meio aos protestos dos sócios nas ruas que pediam a votação direta para presidente. “Acho que chega de expor o boi. Já expuseram o boi demais. Nós ficamos esse tempo todo em silêncio. Eles tiveram a oportunidade  de não levar isso para a rua. Tiveram a oportunidade de colocar na assembleia qualquer assunto para deliberar e se retiraram, e  quando se retiraram perderam o direito”, argumentou a líder da nação azul. Márcia não atende as ligações de A CRÍTICA.

Na entrevista, a presidente afirmou ainda que reunirá a sua diretoria para decidir se apoiará algum candidato a presidente. “Não tenho candidato. Vou decidir após reunir minha diretoria”, acrescentou. Márcia desabafou que perdeu o título do Centenário, no Festival deste ano, não somente para o arquinimigo, o Garantido, mas também para pessoas de dentro do próprio Caprichoso. “Essa exposição prejudicou muito o boi. Eu sempre dizia que o difícil não era ganhar do contrário, o difícil era ganhar do fogo amigo, você ganhar dentro do Caprichoso. Ou seja, é aquele ditado que diz quanto pior melhor. Nós fizemos de tudo, infelizmente não veio o resultado positivo”, conclui a presidente.

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A presidente do boi Caprichoso, Márcia Baranda, anunciou também que os novos sócios do Caprichoso terão seus nomes homologados, antes que ela entregue o cargo. “ Ainda temos 30 dias, no cargo, e nós estamos trabalhando na homologação desses sócios”, afirmou. Na a eleição de 2010, votaram 1, 4 mil eleitores, mas com a inclusão esse colégio eleitoral passará para 2,8 mil. O pré-candidato a presidente da agremiação, Joilto Azêdo, elogiou a postura de Márcia. “ É uma decisão sensata da presidente. O direito de votar é um desejo dos associados, e é um  direito legítimo. È um ato de grandeza da Márcia que devemos elogiar”, avaliou. Joito comentou também sobre a homologação dos novos sócios. “ Votar para presidente foi uma luta de todos os sócios. E nós tivemos o cuidado de pedir a Justiça que fosse mantida a inclusão de associados, para que todos os novos sócios, indicados em assembleia, tenham o direito de votar”, acentuou.

BUSCA RÁPIDA

A eleição do Caprichoso, segundo o estatuto, deveria acontecer no dia 1º de setembro, mas devido a presidente Márcia Baranda, haver recorrido da decisão do juiz Itamar Gonzaga, da Comarca de Parintins, ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM), que mandou realizar a eleição, a data do pleito teve que ser alterada. Os eleitores Do Caprichoso votam para eleger presidente e vice para um mandato de três anos, sem direito a reeleição.

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