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Carauari (AM) decretará situação de emergência e calamidade em função da cheia do rio Juruá

O prefeito Francisco Costa dos Santos (PSD) acredita que este ano a cheia supere a de 2009, ano de enchente histórica que atingiu mais de 850 famílias. Ele diz que, em 2013, este número deve ser ampliado para mil 08/03/2013 às 19:25
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Enchente atinge Carauari (à 786 quilômetros de Manaus)
Ana Carolina Barbosa Manaus

A Prefeitura de Carauari (a 786 quilômetros de Manaus) decretará, no próximo dia 11, situação de emergência e calamidade pública no município em função da cheia do rio Juruá, que já atinge pelo menos 200 famílias na cidade. A informação é do prefeito reeleito da localidade, Francisco Costa dos Santos (PSD), o Chico Costa. Ele acredita que este ano a cheia supere a de 2009, ano de enchente histórica que atingiu mais de 850 famílias e diz que, em 2013, este número deve ser ampliado para mil.

A cidade, localizada à margem esquerda do rio Juruá, a Sudoeste do Amazonas, possui 25,7 mil habitantes, segundo estimativa 2012 do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o prefeito, se o quadro previsto por moradores e pela prefeitura se confirmar, o investimento para a adoção de medidas que minimizem os efeitos da cheia devem chegar aos R$ 300 mil.


De acordo com o prefeito, apenas 40 centímetros separam a marca registrada em 2009 do nível do rio para a atual. O dado foi fornecido a ele por comunidades que medem o volume de água na área rural e urbana de Carauari. À época, o rio chegou a marca de 26,72 metros.

“Faremos um levantamento nas proximidades da cidade (para adotar medidas). Ontem, a prefeitura e entidades que prestam serviço ao município, além da Defesa Civil vão trabalhar nisso para reduzir os efeitos da cheia.


Entre elas, uma já foi antecipada: a compra de 200 dúzias de madeira cortada para assoalho e a mesma quantidade do que é chamado de ‘perna manca’. O material será utilizado para levantar os assoalhos de pelo menos 180 famílias que moram em casas de palafita, situadas nas proximidades das margens do rio. Outras famílias que habitam área de várzea, por sua vez, devem ser remanejadas para outros locais.

Um levantamento na área da saúde para verificar a quantidade de vacinas necessárias às famílias, assim como o cadastramento das que estão instaladas em áreas sujeitas a alagações também está sendo feito. O prefeito garante que há medicamento suficiente em estoque para o caso de extrema necessidade.


“Os sete municípios localizados na calha do Juruá sentem primeiro os efeitos da cheia. Acreditamos que esta cheia deve ser pior que a de 2009 porque ainda temos dois meses de chuva pela frente e faltam apenas alguns centímetros para o nível do rio se igualar ao daquele ano”, explicou Francisco Costa.

Ele informou que esteve reunido com o governador Omar Aziz, que é filiado ao mesmo partido do prefeito, e recebeu a garantia de auxílio caso necessário. “Ele se colocou à disposição para o que precisarmos”, assegurou.

Ações emergenciais

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Carauari, esta semana agentes comunitários de saúde da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), enfermeiros, entre outros, desenvolveram trabalho educativo, com distribuição de folhetos e a realização de exames de malária no município. Também foram feitas palestras sobre o risco de doenças ocasionadas pela contaminação da água e entrega de medicamentos e cloro à população ribeirinha.

A assessoria informou que, das 200 famílias que atualmente sofrem com a enchente, pelo menos cem estão em casas com assoalhos debaixo d´água. Nessas áreas, os moradores foram cadastrados pela Secretaria de Assistência Social do município e já receberam os kits de madeira. 


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