Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
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Carência no setor de Engenharia Civil aumenta disputa por profissionais do ramo

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, o grande problema do setor ainda é a falta de profissionais qualificados. “Mas estamos tentando conversar com as instituições de ensino para tentar suprir essa carência”



1.jpg Construtoras driblam a carência contratando profissionais das concorrentes
11/05/2013 às 19:35

O engenheiro civil é hoje um dos profissionais mais procurados no mercado de trabalho amazonense. Para sanar essa deficiência em obras e projetos executados no Estado, algumas empresas do setor oferecem benefícios e remunerações melhores que a média do mercado para contratar um bom engenheiro de uma empresa concorrente.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, o grande problema do setor ainda é a falta de profissionais qualificados. “Mas estamos tentando conversar com as instituições de ensino para tentar suprir essa carência”.

De acordo com ele, outra solução encontrada por muitas construtoras é investir na capacitação dos empregados. “A falta de qualificação impede que o profissional esteja preparado para o mercado”, frisa Lopes, acrescentando que o profissional de nível técnico também tem sido muito demandado.

Conforme o dirigente, o salário do engenheiro civil não é inferior a R$ 10 mil no mercado local. Já o do técnico fica em torno de R$ 3 mil.

De acordo com a coordenadora de R&S da Strategic Advanced, Keila Crisóstomo, a construção civil foi uma das áreas que mais cresceu nos últimos anos, como resultado dos programas voltados para a habitação e a realização de grandes obras em prol do desenvolvimento do País.

Ela explica que, em virtude da carência, hoje o processo de recrutamento está mais longo e exige conhecimento das consultorias para encontrar o candidato certo. “E quando não achamos o profissional, a alternativa tem sido buscar nos Estados mais próximos”, comenta.

Comércio

Outro que sofre com a carência de profissional é o comércio manauara. O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra Filho, conta que há dois anos o setor encontra dificuldade na contratação de mão de obra e isso não acontece só em determinados períodos do ano, já que se trata de um problema diário. Para ele, o problema é achar pessoas comprometidas com o trabalho.

Apesar de não conseguir mensurar quantas vagas estão hoje disponíveis no setor, ele afirma que há vagas abertas para praticamente todos os cargos do comércio.

Dentre eles, estão o de atendente, recepcionista e vendedor e responsável pelo almoxarifado. O salário base é de R$ 613, entretanto o presidente da ACA adianta que, em geral, o comércio paga de 10% a 15% acima desse piso e o vendedor ainda recebe a comissão.

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