Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
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Carne do AM melhorou na avaliação do MAPA

Ministério da Agricultura alterou para média a classificação de risco do Amazonas para febre aftosa. O resultado trará benefícios para a pecuária



1.jpg Representantes do setor pecuário durante a mostra de videoconferência na Sepror
30/11/2013 às 10:07

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alterou de alta para média a classificação de risco do Amazonas para febre aftosa. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira e, anunciada nesta sexta (29) pelo secretário de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra ao segmento pecuário local, que recebeu a notícia com a expectativa de valorização produtiva.

“O status é fruto do trabalho de defesa sanitária feita pela Sepror e os órgãos ligados à secretaria e, principalmente, do investimento do Governo do Amazonas nas campanhas de vacinação contra a doença e de todo acompanhamento técnico que os pecuaristas recebem”, destacou o secretário.

Segundo o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Amazonas, João Ferdinando Barreto, com isso os produtores locais terão maior segurança para comercializar o produto. “Além de segurança também para investirem no setor”, salienta o porta-voz.

Atualmente, dois municípios do Amazonas (Boca do Acre e Guajará) são reconhecidos pelo Mapa) e pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres de febre aftosa com vacinação. Boca do Acre e Guajará possuem, respectivamente, 346.015 e 35.093 cabeças de gado. Ainda, de acordo com o Mapa, partes dos municípios de Canutama e Lábrea também já são reconhecidas com o status livre de febre aftosa com vacinação.

Para o Mapa, o Amazonas deve receber, em sua totalidade, o status livre de febre aftosa já no próximo ano. Um dos esforços do Governo do Amazonas para fortalecer o setor primário e evitar prejuízos econômicos para o Estado e, consequentemente, para o País, é subsidiar a vacina.

O Amazonas é o único Estado brasileiro a comprar vacina e repassar ao produtor com subsídio. O produtor paga apenas R$ 0,60 por dose do remédio.

Status
O rebanho do Amazonas, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), corresponde a aproximadamente 1,5 milhão de cabeças de gado. “A conquista do status só foi possível com a criação da agência, concurso público em função da demanda agropecuária, treinamento de funcionários, campanhas de vacinação com índice acima de 95%, cadastro de todo o rebanho do Estado, mas não iremos parar por aí, a intenção não medir esforços, inclusive aliando o trabalho técnico com o tecnológico”, comenta o diretor-presidente do órgão, Sérgio Muniz.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, chegar ao estágio de livre da febre aftosa vai representar uma valorização da nossa carne, leite e derivados. “E a garantia da manutenção de postos de trabalho no interior do Estado”, apontou o representante do segmento.


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