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Cotidiano
enfrentamento necessário

'Carta Amazônica' deve direcionar ações de combate à violência sexual infantil

Documento vai reunir orientações de medidas a serem implementadas para efetivar o combate à violência 30/03/2016 às 22:09 - Atualizado em 31/03/2016 às 11:26
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Presidente do Instituto de Assistência a Criança e ao Adolescente Santo Antônio (Iacas), Amanda Ferreira e presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Edmundo Kroger (Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Um conjunto de propostas de políticas e medidas que devem ser adotadas para combater a violência sexual de crianças e adolescentes na região Norte vai integrar a “Carta Amazônica de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes”, documento que  foi elaborado durante o “2º Encontro Regional -  Mobilizando e Articulando Ações para o Enfrentamento a Violência Sexual na Região Norte”, que começou nesta quarta-feira (30).

O encontro é articulado pelo Instituto de Assistência a Criança e ao Adolescente Santo Antônio (Iacas) em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). As ações tiveram início há dois anos, com o levantamento de dados em todos os Estados que fazem parte da região Norte.

Conforme a presidente do Iascas, Amanda Ferreira, nos últimos anos as campanhas contra a violência infantil foram intensificadas, porém faltam políticas públicas e ações a serem desenvolvidas para tirar as medidas do discurso. 

“Quando iniciamos as mobilizações na região, organizamos equipes que foram a campo estudar cada Estado que compõe a Região Norte e constatamos que havia a necessidade de criarmos uma carta amazônica, com as políticas voltadas para crianças de nossa região, pois temos particularidades, como ribeirinhos, quilombolas, indígenas. Sem falar em questões como fronteiras, que precisam ser avaliadas”, informou.

O encontro também serviu para analisar a estrutura da rede de atendimento às crianças e adolescentes na região e, claro, em Manaus. “Por um lado, nós crescemos muito em campanha, mas por outro não avançamos no atendimento. Temos as denúncias, mas as ferramentas não atingem o público. Precisamos melhorar muito nas delegacias, nas localizações dos serviços... é preciso um novo mapeamento. No caso de Manaus, as áreas mais atingidas estão nas periferias. Mas a delegacia está em uma zona, o Instituto Médico Legal (IML) em outra e outros serviços nas demais zonas, isso dificulta o trabalho”, analisou Amanda.

Minorias
Nesses dois anos de realização de oficinas nas bases do instituto nos Estados, foi criada um documento que alinha as políticas públicas voltadas as grupos “esquecidos” pela maioria das campanhas, como adolescentes homossexuais e travestis. A ideia da cartilha é reforçar, também, as políticas voltadas para esse público.

Região Norte não atinge as metas das Nações Unidas

O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Edmundo Kroger,  informou que o Brasil assinou uma convenção internacional  sobre o Direito da Criança e do Adolescente no combate ao trabalho infantil, à exploração sexual, ao trabalho escravo, entre outros. Para ele, há muitas mobilizações que o país precisa realizar para não ser punido pelas Organizações das Nações Unidas (ONU). “Essa é uma das ações: criar esses meios de melhoria no desenvolvimento das políticas públicas.  Nós sabemos que a Região Norte viola todas as áreas dos direitos humanos, principalmente nos detalhes voltados para o tratamento das crianças e adolescentes. E, quando falamos em exploração sexual, as meninas são as maiores vítimas. Isso precisa ser mudado”.

Encontro segue até sexta-feira

O 2º Encontro Regional - Mobilizando e Articulando Ações para o Enfrentamento a Violência Sexual na Região Norte’, teve início ontem e segue com a programação até sexta-feira. O evento acontece no Hotel Quality Manaus, no Adrianópolis.

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