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Cartão do ‘Passa Fácil’ que for identificado como fraude será bloqueado pelo Sinetram

Caso algum cartão do Passa Fácil, que garante a gratuidade e a meia-passagem estudantil, tenha sido utilizado por terceiros mais de duas vezes e for utilizado hoje, o aparelho biométrico lançará um som de um bip e automaticamente o cartão estará bloqueado 25/11/2015 às 08:48
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A partir de hoje a biometria facial bloqueará os cartões utilizados por terceiros
Isabelle Valois ---

O primeiro dia de funcionamento do sistema de biometria facial em Manaus não registrou nenhum problema. De acordo com o supervisor do TI (Tecnologia da Informação) do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) Fábio Byron, hoje todos os transportes urbanos estarão com as informações coletadas no dia de ontem. Caso algum cartão do Passa Fácil, que garante a gratuidade e a meia-passagem estudantil, tenha sido utilizado por terceiros mais de duas vezes e for utilizado hoje, o aparelho biométrico lançará um som de um bip e automaticamente o cartão estará bloqueado.

O proprietário do cartão precisará procurar o Sinetram para assinar um termo de comprometimento. Se a situação ocorrer novamente, o cartão será bloqueado e o benefício ficará suspenso por um prazo de seis meses. Muitos usuários do sistema reclamaram do valor investido para a implantação da biometria facial. Para os usuários, a Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) deveria investir primeiramente em ônibus novos e em seguida melhorar o sistema de bilhetagem.

“É provável que amanhã (hoje), tenhamos casos de carteias já bloqueadas, mas daremos um balanço geral após um mês de fiscalização da biometria facial”, informou o supervisor.

A universitária Lane Nascimento, 21, foi uma das usuárias que raclamou. Ela comentou que dessa forma a prefeitura prioriza as empresas do transporte urbano. “A prefeitura precisa pensar no melhor do povo, claro que sabemos que ocorre fraude, mas antigamente era feito fiscalização manual, chegávamos próximo à roleta o cobrador ficava de olho para confirmar se a carteirinha era utilizada pelo estudante e hoje nem fazem mais isso. O dinheiro está sendo investido de forma errada”, reforçou.

Assim como Lane, o universitário, João Farias, 19, disse que gostaria que a SMTU tivesse investido os R$ 50 milhões em novos ônibus para a frota. “Sabemos que esses ônibus em Manaus tem uma validade de utilização, mas o que parece que eles não passam por manutenção e não há uma fiscalização.

“Parece que (os ônibus coletivos) não passam por uma limpeza, muito menos há conservação e manutenção. Todos os dias vemos ônibus com algum problema, com pane mecânica nas ruas. Deveriam trocar toda a frota e depois pensar na situação de arrecadação, e isso deveria ser um problema para os empresários resolverem”, comentou.


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