Publicidade
Cotidiano
Notícias

Cartilha é lançada no Amazonas para combater a comercialização ilegal conhecida como ‘dumping’

Algumas das grandes fábricas da Zona Franca de Manaus enfrentam a prática ilícita de comercialização de produtos por parte de empresas sediadas no exterior 13/11/2014 às 12:33
Show 1
Gerente-executivo do CIN, Marcelo Lima espera que cartilha ajude empresários a identificar a prática de dumping
Jornal A Crítica ---

A prática ilegal de comercialização de produtos, conhecida como ‘dumping’, está atingindo empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). O dumping é quando empresas vendem mercadorias para outro país com preços absurdamente abaixo do valor de mercado comprometendo as chances de expansão das concorrentes no mercado internacional.

Os dados são da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que foram alertados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN-AM) da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam).

As empresas amazonenses que já sofreram com essa prática ilegal são Moto Honda da Amazônia, Bic da Amazônia, Brasjuta da Amazônia, RS Saldanha Rodrigues Ltda, Comac Azulejos e Força Construtiva.

Os países que estão sendo investigados por sediarem empresas que prejudicaram indústrias amazonenses são China, Índia, Coreia do Sul, Ucrânia, Colômbia, Chile, Peru, México e Estados Unidos.

De acordo com o gerente do CIN-AM, Marcelo Lima, todos esses casos ainda estão sob investigação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e outras informações não podem ser passadas para não comprometer o trabalho. “O MDIC possui um setor específico onde empresários podem formalizar o pedido de investigação de dumping, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Infelizmente, poucos empreendedores conhecem esse serviço”, completou o gerente executivo.

Vítima

O empresário amazonense Sebastião Guerreiro, da Brasjuta da Amazônia, que trabalha com sacarias de juta disse que o ‘dumping’ pode destruir uma empresa se medidas não forem tomadas a tempo. “Até hoje, conto com proteção antidumping. Se não, nossa empresa já estaria de portas fechadas. Há 20 anos, adotamos as investigações antidumping. Até hoje somos atacados com os preços da Ásia, Índia e outros países que recebem muito incentivos e conseguem vender a um preço lá em baixo”, destacou.

Prevenção

Diante da dificuldade e muitas das vezes da falta de instruções para lidar com a prática ilegal de comércio, a Fieam, através do CIN-AM, realizará na próxima quinta-feira (13) o lançamento da ‘Cartilha Antidumping’. O Amazonas é o terceiro estado a receber orientações sobre o conteúdo depois de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O gerente executivo do CIN-AM, Marcelo Lima, afirmou que as experiências de empresários amazonenses que sofreram o problema somadas às orientações da cartilha ajudarão outros donos de negócios no Estado a identificarem a prática.

Workshop para orientar empresários

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove nesta quinta-feira (13), em Manaus, o workshop “A Indústria e as Investigações Antidumping”, a partir das 14h, na sede da Fieam.

Importante ferramenta de política comercial para proteger a indústria brasileira de importações a preços desleais, as medidas antidumping serão apresentadas, no workshop, pelo diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, e pelo diretor do Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos César Fonseca.

O evento contará com a participação do presidente da Fieam, Antonio Silva, da gerente executiva de Negociações Internacionais da CNI, Soraya Rosar, e do consultor da CNI, Lucas Spadano.

Publicidade
Publicidade