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‘Caso Adiel’: Julgamento adiado de novo

Ex-prefeito do município amazonense de Novo Aripuanã, Hilton Laborda, responde pela morte do então prefeito da cidade, Adiel Meira, há 12 anos 31/10/2014 às 15:43
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Hilton Laborda era vice-prefeito de Adiel Meira e foi apontado pelas investigações da Polícia Civil como o mandante do assassinato do então prefeito de Novo Aripuanã
acritica.com Manaus (AM)

O julgamento do ex-prefeito de Novo Aripuanã (a 227 quilômetros de Manaus) Hilton Laborda Pinto e mais seis pessoas, que estava programado para entrar na pauta de julgamento do primeiro semestre do próximo ano,  não vai mais acontecer porque a defesa dos réus entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Amazonas, que ainda será analisado. Hilton e os seis réus são acusados de envolvimento na morte do então prefeito de Novo Aripuanã, Adiel Meira Santana, ocorrido em 2002, na praça de alimentação do conjunto D. Pedro 2, em Manaus.

Na sentença de pronúncia assinada pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Anésio Rocha Pinheiro, foi constatado que havia elementos suficientes para determinar que os réus - Hilton Laborda Pinto, o “Peixoto”, Edmundo Barbalho Pinto Júnior, o “Pinto Júnior”, Olímpio Laborda Pinto, o “Netinho”, Luiz Otávio Rodrigues Pereira, Raimundo Erasmo Alecrim Ribeiro, Francisco das Chagas de Oliveira e Antônio Péricles Laborda Pinto o “Peco” -, fossem a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 28 de agosto de 2002, por volta das 22h30, Adiel foi alvejado com vários tiros quando estacionava  o carro na praça de alimentação. Os disparos foram feitos por pistoleiros que ocupavam um táxi.

Investigações que duraram anos apontaram o empresário Hilton Laborda Pinto, que era o vice-prefeito, como sendo o mandante do crime.

Na pronúncia, o motivo do crime seria uma suposta desavença entre Hilton Laborda e Adiel Santana, e até mesmo um “possível sentimento de vingança”. Nos depoimentos, testemunhas teriam indicado alguns prováveis motivos, dentre eles, os períodos em que Laborda assumia a Prefeitura de Novo Aripuanã, em função do afastamento de Santana, e nessas ocasiões ele teria manipulado verbas públicas, além de supostamente ter forjado mais de 500 passagens para o barco-recreio do seu irmão, Netinho.

Outro suposto motivo teria sido um roubo na Prefeitura de Novo Aripuanã, no valor de R$ 85 mil, tendo como principal suspeito Netinho, que chegou a ser preso na época. Nas informações contidas nas provas testemunhais, depois desse roubo, a vítima teria cortado todos os benefícios que concedia à família do vice-prefeito.


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