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Caso Belota: família espera pena máxima para os acusados

Pai de Gabriela Belota quer a condenação do trio que confessou ter matado a prima, tia e o pai de Jimmy, um dos três réus 21/11/2013 às 07:54
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Ruan, Jimmy e Rodrigo confessaram o triplo homicídio de Gabriela e Gracilene Belota e de Roberto Brito, pai de Jimmy
Johnny Lima e Kelly Melo Manaus, AM

“Acreditamos que a Justiça será feita, esperamos pena máxima. A sociedade não vai aceitar outra coisa”. Com essas palavras o coronel da reserva do Corpo de Bombeiro do Amazonas, Mário Belota, 57, disse esperar que Jimmy Robert de Queiroz Brito, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães e Rodrigo de Moaes Alves sejam julgados e condenados, nesta quinta (21), pelo triplo homicídio da filha de Mário, Gabriela Belota, 26, a ex-esposa dele, Gracilene Roberto Belota, 55, e o ex-cunhado Roberval Roberto Brito, 61.

Durante a tarde de ontem a família Belota esteve em oração e, durante a noite, distribuiram panfletos na praça do Eldorado, pedindo a condenação do trio. Segundo a tia de Gabriela, Clara Belota, está programada para hoje uma manifestação em frente ao fórum Henoch Reis.

“Estaremos cedo na porta do fórum entregando folhetos, mas não queremos prejudicar o andamento do julgamento”, declarou Clara, ao ressaltar que no panfleto estarão fotos de Gabriela, Gracilene e Roberval, com detalhes dos crimes e de como a polícia encontrou os corpos. “Isso vai servir para renovar a memória do povo”.

Para o pai de Gabriela, os últimos dias foram tensos para a família, em virtude da possibilidade de adiação do julgamento, a pedido da defesa dos réus, e da carta escrita por Jimmy Robert, acusando a madrasta Olga Matos Marinho Roberto de ser a mentora dos crimes. “Estamos vivendo esses dias tão tensos que, ver a foto de pessoas tão queridas, a gente fica triste, dói demais”, disse Mário Belota.

Julgamento
Embora o julgamento dos réus do “Caso Belota” esteja confirmado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para hoje, às 9h, no Plenário do Tribunal do Júri, do Fórum Ministro Henoch Reis, a defesa de Jimmy prometeu se negar a participar do julgamento, alegando não ter tido acesso às provas do crime nem uma conversa reservada com réu.

O advogado de Rodrigo de Moraes Alves, Mozarth Ribeiro Bessa Neto, também já havia manifestado interesse no adiamento do júri, mas o pedido foi negado pela Justiça na segunda-feira.

Para um dos advogados de Jimmy, Diego Marcelo Padilha, já não há tempo hábil para reunir “novas provas” que possam ser usadas pela defesa. “Sem defesa não tem como ter julgamento. Mas não vamos desistir do nosso cliente”, ressaltou.

A assessoria de imprensa do TJAM explicou que caso haja a desistência da defesa de um dos réus, a juíza poderá desmembrar o processo e determinar que a Defensoria Pública nomeie um defensor para o caso. Com isso, a parte desmembrada pode ter o julgamento adiado.

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