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Caso Belota: publicitário acusado de ser o mentor da morte do pai, tia e prima é julgado nesta quinta

A morte de três pessoas de uma mesma família foi arquitetada por Jimmy Robert, seu namorado, Rodrigo de Moraes Alves, e o amigo, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães. A ação teria sido motivada por uma herança de R$ 200 mil. Além dos três, um cão acabou sendo morto por asfixia, o corpo do cão foi pendurado em um gancho de rede 21/11/2013 às 11:33
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Jimmy Robert é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, crueldade, furto qualificado e maus tratos a animais
JOELMA MUNIZ Manaus, AM

O julgamento de Jimmy Robert de Queiroz Brito, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães e Rodrigo de Moaes Alves, réus confessos do chamado “Caso Belota” –  um triplo homicídio que ocorreu no dia 22 de janeiro deste ano e ganhou grande repercussão no Amazonas –, teve início na manhã desta quinta-feira (21). Foram vítimas o pai de Jimmy, Roberto Brito,60, a tia, Gracilene Roberto Belota, 55, e a prima, Gabriela Belota, 26.

A sessão que começou às 9h 20, no Fórum Henoch Reis, localizado na Zona Centro-Sul de Manaus, foi suspensa por duas horas. A decisão da juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Mirza Telma de Oliveira, foi acatada, após a defesa de Jimmy Robert, abandonar o caso.

A estratégia para retardar o julgamento do réu, que é apontado como o mentor das mortes pelo Ministério Público, aconteceu sob alegação de falta de conhecimento prévio dos advogados ante as provas e o conteúdo apreendido pela perícia na ocasião dos crimes.


Visivelmente contrariada com a postura dos advogados, a magistrada Mirza Oliveira, disse que “tomará as medidas cabíveis em relação à postura da defesa”. O defensor Antônio Ederval de Lima, que é defensor público de Ruan Pablo, foi destacado para assumir a defesa de Jimmy.

Jimmy Robert, não aceitou a nova defesa e o julgamento segue indefinido. Ele é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, crueldade, furto qualificado e maus tratos a animais. Amigos e familiares das vítimas vestem camisas com fotos dos entes queridos

Relembre o caso

O crime foi arquitetado por Jimmy Robert, seu namorado Rodrigo de Moaes Alves e o amigo, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães. A ação foi motivada pela ambição de Jimmy a uma suposta herança de R$ 200 mil, o valor real do dinheiro até os dias atuais não foi confirmado.


Roberto Brito, Gracilene Roberto Belota e Gabriela Belota, foram encontrados mortos no dia 22 de janeiro deste ano, em lugares distintos de Manaus. No apartamento 13.204, do bloco 13 B, do condomínio Parque Solimões, localizado no bairro Raiz, na Zona Sul da cidade, a polícia encontrou os corpos de Maria Gracilene Belota, (servidora da Superintendência da Zona Franca de Manaus) e da filha, a estudante universitária Gabriela Belota. 

Os corpos foram encontrados pela empregada, ao chegar ao apartamento para trabalhar. Enquanto a universitária estava enrolada em um lençol em cima da cama, com insulfilm no rosto, o cadáver da mãe foi encontrado jogado no corredor do apartamento, com um ferimento na cabeça.

Na rua Rego Barros, localizado no bairro São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus, o irmão de Maria Gracilene, e tio da universitária, Roberval Roberto de Brito, 60, foi encontrado jogado em cima da cama com um corte na nuca, e um travesseiro no rosto.

Cão

Rick, cadelinha da raça Yorkshire Terrier, da estudante Gabriela Belota, 26, também foi vítima do trio. Ela foi morta por asfixia, conforme o laudo de necropsia veterinária, enviado à 1ª Vara do Tribunal do Júri, onde tramita o processo do triplo homicídio.

O laudo de necropsia veterinária foi assinado por Akel Araújo Cavalcante e Daniel Henrique Soares Herrera, peritos médicos veterinários legistas.

Em depoimento à polícia, Rodrigo e Ruan Pablo, revelaram que o cachorro de estimação de Gabriela, foi morto a mando de Jimmy Robert, que ao voltar para o apartamento e constatar que sua prima já estava morta ordenou que calassem o animal. O corpo do cão foi pendurado em um gancho de rede.



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