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Caso Cota: Ministério Público desconfia de confissão

Promotor recebeu inquérito do caso na terça-feira (12), apontou falhas e disse que poderá pedir a reconstituição do crime 15/11/2013 às 13:50
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As imagens foram registradas pela equipe de reportagem da TV A Crítica
Joana Queiroz Manaus (AM)

O promotor de Justiça da 2ª  Vara do Tribunal do Júri, Ednaldo Medeiros, vai acompanhar as investigações que estão sendo realizadas por um grupo de delegados sobre a morte do investigador da Polícia Civil Edson Cota Willot, 45, morto no fim do mês de outubro em uma ação de investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERDF) para prender  uma quadrilha especializada em “saidinhas de bancos”.   

O promotor de Justiça disse que recebeu o inquérito da morte do policial na terça-feira (12) e depois de uma análise preliminar verificou a necessidade de obter maiores informações para poder oferecer denúncia ou não contra os suspeitos que aparecem no inquérito.

Os suspeitos são os assaltantes  de banco Rodrigo Pacheco Lopes, 23, Eliomar Moraes Saldanha, 34, Márcio de Souza Palheta, 23 e Diego Oliveira Hidalgo, 25 anos de idade.

Medeiros disse que no inquérito, há a necessidade de outros elementos que não constam no processo e que são indispensáveis para o convencimento na hora da denúncia. Segundo ele, o inquérito chegou sem os laudos periciais, sem as imagens que foram veiculadas na imprensa do momento exato que aconteceu o crime, apenas depoimentos e, em dois, um dos assaltantes confessa o crime.

“Mas, como confissão não é prova única, é dever do Ministério Público investigar todas as circunstâncias em que aconteceu o crime e, se ainda houver dúvidas, será requisitada a realização da reconstituição do crime”, disse o promotor. Inicialmente ele não está convencido de que foram os tiros dos ladrões que mataram Cota.

Sem imagens

O inquérito policial foi presidido pelo delegado plantonista da DERFD João Batista Flores de Moraes, que, em seu relatório final sobre o crime, não fez nenhuma referência às imagens divulgadas pela imprensa do momento que aconteceu o crime, apenas ressaltou que a imprensa deu larga divulgação para o ocorrido, enfatizando que o tiro  que matou Cota pode ter saído de uma das armas dos policiais envolvidos na ação e que a conclusão foi deixada para a perícia técnica.


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