Sábado, 20 de Abril de 2019
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OFENSAS

Caso de misoginia repercute na Assembleia Legislativa e advogada leva caso à Polícia Civil

Adriane Magalhães, que disputa vaga a cargo de desembargador, foi vítima de comentários sexistas, também, em redes sociais


05/06/2018 às 18:14

O plenário da Assembleia Legislativa repercutiu, na manhã desta terça-feira (5), o caso de misoginia contra a advogada Adriane Magalhães ao relatar as diversas ofensas de cunho machista e sexista desferidas por um partidário de outra candidatura durante a eleição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) para a disputa da vaga ao cargo de desembargador pelo quinto constitucional. A deputada  Alessandra Campelo (MDB) levou a advogada para se pronunciar na tribuna da ALE-AM sobre o assunto.

Adriane explicou aos parlamentares que levou o caso à Polícia Civil e também ao Tribunal de Ética da OAB-AM com pedido de suspensão pela conduta inapropriada do advogado ofensor. “Fui uma das candidatas e obtive 425 votos sem apoio algum, seja político ou de magistrados. Porém, seis advogados, com altos poderes aquisitivos, formaram uma chapa, o que é proibido pela OAB. E fui às redes sociais demonstrar a minha indignação contra esse fato”, declarou.

Após essas declarações, a advogada afirmou que passou a receber mensagens discriminatórias do tipo “ridícula”, em sua conta do Facebook. “Depois chegaram outras postagens com teores mais agressivos, como ‘a única coisa que você tem de inteligente é o que está entre as suas pernas’. Mas, a minha inteligência está no meu cérebro, como todo o ser humano e não é porque sou mulher que sou fraca e frágil”, declarou Adriane em resposta ao agressor.

Outra reclamação da advogada contra a chapa que concorreu à formação da lista sêxtupla na OAB-AM é que esses candidatos se utilizaram de elevados valores financeiros para bancar suas campanhas eleitorais.

Showmício

“Fizeram showmício com a presença do Neguinho da Beija-Flor que cantou no palanque deles. Enquanto eu não gastei R$ 10 mil na campanha. É injusto e essa chapa deve ser cassada”, disse a advogada.

Procurado pela reportagem, o suspeito de ter realizado as postagens ofensivas, o advogado Tony Mozart não quis se pronunciar. O presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, afirmou que a instituição vai julgar o advogado que desferiu as palavras “em desfavor” da colega.

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