Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
Caso Lucas Ramon

Caso Lucas: advogado dos suspeitos questiona fala de delegada

“Eles são muito cristãos”, afirmou o advogado do casal



bac423b8-98e9-4a10-bca7-3e8a1b556093_204E8EDA-5DC5-4396-9EB3-616338B53808.jpg Fotos: Gilson Mello e Júnio Matos
22/09/2021 às 11:58

O advogado  Almicar Pinheiro questionou afirmações da delegada Mirna Miranda, que rotulou o casal Jordana Azevedo Freire e Joabson Agostinho Gomes como foragidos durante uma coletiva de imprensa. Pinheiro conversou com a equipe de reportagem no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na manhã desta quarta-feira (22).

Nesta segunda-feira (21), a delegada afirmou que havia indícios de que as informações sobre a operação "vazaram", beneficiando os suspeitos.

Segundo o advogado, Joabson e Jordana saíram da casa onde moravam e foram à residência de um parente localizada na Zona Centro-Sul da capital, depois que tomaram conhecimento sobre o assassinato de Lucas por meio da veiculação do fato na mídia. Ele afirma que foi devido a isso que as equipes da DEHS não encontraram o casal na casa onde moravam.

“Não houve vazamento [de informações sobre a operação de polícia]. Em momento nenhum eles fugiram. Se estivessem foragidos, não estariam nem em Manaus. Estavam apenas esperando minha chegada [para comparecerem à DEHS]”, afirmou.

Pinheiro declarou, também, que o casal se deslocou da casa do parente de volta à residência deles e depois foram à DEHS. “Não deu duas horas e eles já estavam aqui [na delegacia]. Quem está foragido não faz isso, né”, afirmou.

O advogado disse que o casal não se recusou a comparecer à unidade policial. “Eles nunca foram chamados, até a data de ontem, para prestar qualquer informação à delegada ou a quem prescinde o inquérito”, disse.

 

Pressupostos jurídicos

 

Pinheiro afirmou, ainda, que não há pressuposto legal que justifique a prisão temporária do casal, segundo o entendimento da defesa dos suspeitos.

Ele declarou que o casal não reclamou de nada, dormiu bem nas celas da delegacia e estão serenos quanto à situação. “Ela [Jordana], que é mãe de duas crianças, está sendo submetida à constrangimento. Eles são muito resignados, muito cristãos. Eles consideram que estão presos de forma arbitrária”, disse.

Pinheiro reiterou que Joabson e Jordana negam participação no crime.

Os autos do processo ainda não estão abertos aos advogados. A defesa de Joabson e Jordana recorrerão contra a decisão da polícia, conforme Pinheiro.

A equipe de reportagem tentou contato com a delegada Mirna Miranda, por meio da assessoria da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), mas ela afirmou que não poderia conceder entrevista por estar em diligências. A equipe voltou a questionar a instituição sobre as afirmações do advogado e aguarda retorno.



News 6bf8d194 12ee 4a6c 8ab8 29658d0c6750 e69fe602 b00d 41db b967 4526a2cde395
Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.