Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
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‘Caso Manausprev’ volta à pauta da CMM

Ex-presidente do fundo municipal de Previdência, Sandro Breval, vai à Câmara Municipal explicar aplicações realizadas



1.jpg Vereador Marcelo Serafim, do PSB (ao microfone), propôs aos vereadores formular o convite ao ex-presidente do Manausprev Sandro Breval, e foi aceito
27/08/2013 às 09:03

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovaram nessa segunda-feira (27) requerimento convidando o ex-presidente do Fundo Único de Previdência do Município de Manaus (ManausPrev), Sandro Breval, para dar esclarecimentos sobre aplicação feita no Fundo de Renda Fixa Quatá/Piatã do Banco Gradual no valor de R$ 43,8 milhões no final da gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB).

“O investimento, realizado em novembro de 2008, tinha previsão de resgate para 2011, no entanto, foi reinvestido com carência para 2026 pela ex-presidente do ManausPrev, Danielle Leite”, disse ontem o líder do PSB, vereador Marcelo Serafim, autor do requerimento. Danielle Leite comandou o ManausPrev na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT). É do ManausPrev a responsabilidade do pagamento das aposentadorias dos servidores da Prefeitura de Manaus e da Câmara Municipal.

Na sexta-feira, tanto Leite quanto o presidente do ManausPrev, Edson Nogueira, estiveram na CMM em audiência pública na Comissão de Serviços Públicos, para apresentarem suas versões sobre a perda de R$ 58,6 milhões em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) no Banco BVA e no Banco Rural. Os dois bancos foram extintos pelo Banco Central no primeiro semestre do ano.

Na sexta, Danielle foi provocada por Marcelo Serafim quanto ao investimento de R$ 20,3 milhões do ManausPrev no condomínio de luxo Golden Tulip em Belo Horizonte (MG). “Um investimento feito no apagar das luzes da gestão do ex-prefeito Amazonino”, cutucou Serafim. Na mesma medida Leite estranhou a aplicação do Fundo Quatá/Piatã. “Mais de R$ 43 milhões investidos em novembro. Também no apagar das luzes da gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa”, rebateu Leite.

Da provocação dos dois, o vereador Jairo da Vical (PSD) foi quem comentou da necessidade de Sandro Breval ir explicar o porquê de investir no Fundo Quatá/Piatã. Ontem o vereador Waldemir José (PT) tentou incluir na próxima audiência pública Edson Nogueira e Danielle Leite, porém foi vencido pela maioria da base do prefeito Artur Neto (PSDB). “Se os vereadores irão ouvir as explicações do senhor Sandro Breval, nada mais coerente que junto também esteja a ex-gestora e o atual presidente do ManausPrev”, disse Waldemir José.

“Esta Casa já ouviu na semana passada as explicações dadas pelos ex-gestores”, disse o líder do prefeito, vereador Wilker Barreto (PHS) para, em seguida, encaminhar a votação.

Danielle explica aplicações

A ex-presidente do ManausPrev, Danielle Leite, respondeu por meio de sua assessoria de comunicação, que “nunca fez aplicações no Quatá/Piatã”. “Ocorre que, como o resgate dos valores aplicados resultaria em prejuízo, os cotistas - entre eles, o Manausprev - decidiram estender o período de aplicação na esperança de, em longo prazo, evitar perdas”, diz Danielle Leite na nota.

Sobre o Golden Tulip, Leite disse que a aplicação foi feita “após análise criteriosa, atendendo a todos os requisitos legais. Trata-se de um investimento de longo prazo cujos resultados acompanham a valorização e qualidade da gestão do imóvel”.

Aplicações nos bancos BVA e Rural geraram prejuízos

Em nota enviada para A CRÍTICA, o presidente do ManausPrev, Edson Nogueira, apresentou esclarecimentos em relação a matéria publicada neste jornal na edição de sábado(24) e afirmou que não há dúvida quanto ao valor do prejuízo do fundo com as aplicações feitas nos bancos BVA e Banco Rutal, liquidados pelo Banco Central.

“Existe um fato. Fato esse público e registrado na contabilidade do ManausPrev. No total, portanto, os prejuízos alcançam R$ 55,65 milhões. Após a liquidação do banco Rural, a empresa de análise de risco que contratamos estimou nossas perdas em R$ 3 milhões”, informa Nogueira no documento.

O presidente disse que as informações exatas referentes às perdas do ManausPrev estão todas publicadas no site da Prefeitura de Manaus (www.manaus.am.gov.br). “Na página do ManausPrev estão as notas oficiais sobre as liquidações do banco BVA e do banco Rural que trazem exatamente esses números”, disse.

Em valores atualizados somam R$ 430 milhões os investimentos feitos pelo ManausPrev nos FIDCs e CDBs do banco BVA. “Na audiência pública eu me ative ao tema da convocação (prejuízo com aplicações) e a tranquilizar nossos servidores ativos e aposentados, e pensionistas, afirmando, que não há perigo quanto ao pagamento dos seus benefícios”, informou Edson Nogueira.

SEM DATA

A reunião a ser feita com o ex-presidente do ManausPrev, Sandro Breval, ainda está sem data.Segundo o vereador MarceloSerafim (PSB), hoje ele conversa com o presidente da Comissão de Serviços Públicos, vereador Felipe Souza (PTN), para definir o dia. “Mas será esta semana. Uma audiência pública igual a outra”, disse.

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