Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
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Caso Mateus: Motorista pode ser o primeiro no AM a ser condenado por homicídio doloso

Cristian Souza será levado nesta sexta-feira (05) a Júri Popular por homicídio doloso no trânsito, pelo atropelamento do menino Mateus, em 2010



1.png Os familiares de Mateus esperaram quase três anos pelo julgamento de Cristian e querem que o acusado seja condenado
05/04/2013 às 08:49

O industriário Cristian Silva Souza, acusado de atropelar e matar o pequeno Mateus Alves Gomes, de 4 anos, em junho de 2010, será levado a Júri Popular nesta sexta-feira (05), em decisão considerada inédita na Justiça do Amazonas. Ele será julgado pela sociedade e pode pegar uma pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão, de acordo com o 2º parágrafo do artigo 121, do Código Penal Brasileiro (CPB), caso o conselho de sentença decida pela condenação.

Nesta quinta-feira (04), o advogado do réu, Francisco Boari, disse que vai tentar desclassificar o crime de homicídio doloso - quando há intenção de matar - para homicídio culposo, quando não há intenção. O advogado disse ainda que se conseguir a desclassificação, vai pedir a condenação do réu junto com o Ministério Público.



Caso não consiga mudar a natureza do crime, Boari adiantou que vai recorrer da sentença, caso o réu seja condenado, e exaurir todas as instâncias para provar que Cristian não teve a intenção de matar Mateus. “Foi isso que aconteceu. O meu cliente não acordou naquele dia dizendo que ia pegar o carro para atropelar e matar uma criança”, alegou.

A família de Mateus está certa de que a classificação de homicídio doloso será mantida e que o réu será condenado. Para eles, a condenação será uma resposta à sociedade de que a justiça foi feita. Eles vão assistir ao julgamento vestindo camisetas com a fotografia de Mateus e torcendo pelo fim da impunidade aos crimes de trânsito. 

O crime

Segundo os autos, Mateus foi atropelado e morto no dia 13 de junho de 2010. O menino estava na rua Evangelista Brow, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste, com outras três pessoas, acompanhando uma procissão. Mateus estava na calçada com familiares e, por volta das 18h, eles foram atingidos por um Corsa Classic, de placas JWS-3946, dirigido por Cristian, que invadiu uma área restrita da procissão em homenagem a Santo Antônio, causando o acidente.

Outras três pessoas sofreram ferimentos. Na ocasião, o acusado justificou o acidente alegando problemas no freio do veículo, mas também assumiu que estava sob o efeito de bebida alcoólica. O julgamento de Cristian foi confirmado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri para abril deste ano.


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