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Cotidiano
PREOCUPAÇÃO

Casos de dengue, chikungunya e zika caem no AM, mas período de chuvas acende alerta

Chegada da temporada chuvosa preocupa autoridades pela possibilidade de acúmulo de água parada. Doenças seguem em declínio no Estado há dez meses, segundo a FVS-AM 20/11/2018 às 14:47 - Atualizado em 20/11/2018 às 15:02
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Foto: Divulgação
acritica.com* Manaus (AM)

Com a aproximação do período chuvoso na região, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), alerta a população sobre os cuidados necessários para evitar água parada no quintal das casas e também no ambiente do trabalho, o que pode servir de criadouro para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus. Pelo décimo mês consecutivo, as doenças seguem em declínio no Estado, de acordo com o último balanço divulgado nesta terça-feira (20) pelo órgão.

O novo Boletim Epidemiológico de Monitoramento de Doenças Transmitidas por Aedes aegypti apresenta redução 68% de casos notificados de febre chikugunya, de janeiro a outubro deste ano, comparado ao mesmo período em 2017 – foram 170 casos em 2018, contra 548 notificações no ano passado. A dengue reduziu 42%, com 4.379 casos notificados em 2018 e 7.575 em 2017. O zika vírus teve redução de 32%, em 2018, quando foram notificados 446 casos, contra 657 em 2017.

O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, diz que os resultados são bons e apontam o êxito da campanha realizada no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e a forte contribuição da população, mantendo-se alerta na eliminação de criadouros. Ele, entretanto, ressalta que é preciso continuar nessa linha de combate nos meses que se seguem.

“Foi feito todo um trabalho de monitoramento e controle vetorial para eliminar os focos do mosquito na capital e nos municípios que apresentaram LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti) elevado. Mandamos veículos e embarcações para que os municípios pudessem realizar as ações no interior”, observa.

Alerta

Segundo o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, a partir de novembro inicia a sazonalidade, caracterizada pelo aumento das chuvas, que é quando cresce também a proliferação do mosquito e os casos dessas doenças costumam aumentar.  “A população deve permanecer em alerta para não acumular água parada em suas residências", disse .

Segundo Bernardino, durante todo o ano de 2018 os indicadores demonstraram a redução no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porém, o mosquito ainda continua presente nos quintais das casas.

“Por isso, devemos manter a contínua atenção com as ações de controle do mosquito, semanalmente, adotando a estratégia de verificação de depósitos que sirvam de criadouros do mosquito. Se cada um fizer sua parte, vamos manter a tendência de queda e, cada vez mais, evitar os riscos dessas doenças voltarem com força”, afirmou.

Sobre as doenças

Os vírus da dengue, chikugunya e zika são transmitidos pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre, manchas vermelhas, dor de cabeça e nas articulações, diarreia. A dengue é considerada a mais grave. No Amazonas, circulam quatro sorotipos diferentes do vírus e as formas mais graves podem levar à morte.

 

*Com informações da assessoria de imprensa.

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