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Causa do acidente com família na BR-174 será investigada

A Polícia Rodoviária Federal identificou os três corpos encontrados dentro de um lago no quilômetro 235 da BR-174, na área que pertence à reserva indígena Wamiri Atroari 29/10/2013 às 21:27
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ACRITICA.COM Manaus (AM)

O carro com os corpos de pai, mãe e filho, mortos durante acidente na BR-174, foi removido por volta das 15h desta terça-feira (29) de dentro de um lago na reserva Wamiri Atroari, que é ultrapassada pela rodovia federal que liga Manaus a Boa Vista. O automóvel, distorcido pelo impacto de uma colisão, foi enviado para perícia e um inquérito policial será aberto para investigar as causas reais do acidente.

Levy Oliveira Nascimento, 32, Gislane Mesquita, 34, e o filho, Ian Mesquita Nascimento, 6 anos, estavam desaparecidos desde a última sexta (25) quando retornavam de Boa Vista (RR) para Manaus. Durante a remoção do veículo, um Honda City de placas NON-9378, a polícia verificou que o corpo da mãe estava no assento do volante, o que indicaria que ela dirigia o automóvel no momento do acidente.

Câmeras de vigilância de um posto de combustível registraram a hora em que o Honda City entrou na reserva indígena, às 15h da última sexta-feira (25), sem retorno. Os peritos também verificaram que Gislane e Ian estavam sem cintos de segurança durante o recolhimento do carro, porém não se sabe se os mesmos já estavam sem a proteção antes do acidente ou retiraram o cinto durante o acidente para tentarem se salvar.

As informações preliminares foram repassadas pelo delegado geral de Polícia Civil do Amazonas, Josué Rocha. Segundo ele, o carro da família caiu no lago após sair da pista da rodovia. Entretando, o que realmente causou o acidente só poderá ser revelado após o final da perícia e das investigações. O Instituto Médico Legal (IML) já recolheu os corpos.

Dois helicópteros do Exército Brasileiro e da Polícia Civil foram utilizados nas buscas, comandadas tanto pela Polícia Rodoviária Federal, quanto pela Polícia Civil-AM, equipes do programa Ronda no Bairro da Polícia Militar e agentes da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).

"Tínhamos imagens da família parando o carro em um posto de gasolina em Rorainópolis (RR) e depois disso eles seguiram viagem. A última imagem que temos deles é entrando na reserva indígena. Como não há registro da saída deles, nós concentramos o esforço da busca naquele local", disse o agente Luciano Campos, da PRF.

Desaparecimento

Levy, que é representante de uma empresa na região, foi a Boa Vista a trabalho na segunda-feira (21), sozinho a bordo de seu carro. A esposa dele, a funcionária pública Gislane, e o filho Ian foram apenas na quarta (23) de avião para passarem juntos os dias de folga. Ela deixou seu outro filho, um bebê de 10 meses, aos cuidados da mãe e de uma babá em Manaus.

A família ainda foi de automóvel até as primeiras cidades da Venezuela, onde passeou e fizeram compras. Às 7h54 de sexta eles fizeram o check-out do hotel que estavam em Roraima, o Boa Vista Eco Hotel.

Por volta de 8h30, Gislane ligou para sua mãe e disse que seu marido estava trocando os pneus do carro por novos, recém-adquiridos no país vizinho, e que já iam começar a viagem de volta. Ela prometeu retornar a ligação do município de Presidente Figueiredo, já no Amazonas e a 104 quilômetros de Manaus.

A última vez que entraram em contato, porém, foi cerca de 10h30, quando enviaram mensagens SMS para amigos e familiares, dizendo que estavam voltando. A previsão é que chegariam em Manaus por volta das 20h. Foi só depois das 21h que a família estranhou o atraso e constatou que algo estava errado.

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