Terça-feira, 25 de Junho de 2019
COMBUSTÍVEL

‘Causa que atinge a todos nós’, diz gestor do Procon sobre manifestação de motoristas

Jalil Fraxe disse apoiar o movimento de colaboradores de apps de transporte que foram até a ALE-AM, nesta terça-feira (11), protestar contra aumento no preço da gasolina. Postos e refinarias estão sendo fiscalizados



jalil-fraxe_83245033-158E-4A30-BA8B-02C3B496D731.JPG Foto: Junio Matos
11/06/2019 às 16:58

O gestor do Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon Amazonas) declarou apoio à manifestação feita pelos motoristas de aplicativos na manhã desta terça-feira (11). A categoria foi até a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) protestar contra o aumento do preço da gasolina nos postos de combustível de Manaus.

“Parabenizo o movimento, eles estão lutando por uma causa que atinge a todos nós como órgãos de defesa do consumidor porque o preço do combustível reflete na vida de todos”, afirmou Jalil Fraxe, em coletiva de imprensa na sede do órgão, nesta tarde.

Ele ressaltou que o Programa atua de forma integrada com os demais órgãos de proteção ao consumidor como a Delegacia do Consumidor (Decon), a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), as comissões da OAB-AM, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), Procon Manaus e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura a existência de cartel na cidade.

Fraxe disse que o Procon Amazonas tem acompanhado a flutuação de preços do combustível ao consumidor final desde janeiro  e, na semana passada, as seis distribuidoras do Estado foram notificadas para apresentarem documentos com preços de compra e venda. As distribuidoras têm até o fim desta semana para apresentar os documentos ao órgão.

No dia 1º de junho, a Petrobras anunciou uma redução nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. No sábado (8), outro anúncio foi feito. A notificação do Procon quer checar se essas reduções já estão beneficiando as distribuidoras.

“As distribuidoras podem ainda não estar comprando da refinaria com essa redução, mas ela pode estar comprando e, se ela estiver comprando e não estiver repassando para o dono do posto, ele não tem como vender mais barato”, explica Fraxe.

Desde a semana passada, 60 postos de combustíveis foram fiscalizados para verificar o preço de compra e revenda dos combustíveis. O objetivo é identificar quem não está repassando para o consumidor final as reduções anunciadas pela estatal.

Para o presidente do Procon Amazonas, uma legislação sobre o preço do combustível poderia sanar questões do que é ou não preço abusivo.

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