Publicidade
Cotidiano
Notícias

CDL Manaus lança campanha ‘limpa nome’ para tentar reabilitar devedores para o Natal

Mais de 375 mil devedores estão na lista de inadimplentes. Empresas realizarão ações para renegociar as dívidas com pelo menos 49 mil deles 22/10/2014 às 10:39
Show 1
Cartão de crédito continua sendo o principal vilão do endividamento. Economistas recomendam que cartão não seja usado como complemento de renda
Alik Menezes Manaus-AM

Aproximadamente 375 mil pessoas estão inadimplentes com o comércio local. Só em setembro, mais de 3,8 mil consumidores deixaram de pagar suas contas e entraram para a lista dos inadimplentes. O número representa um aumento de 3,2% em relação a igual mês do ano anterior. Empresas realizarão ações de ‘limpa nome’ para renegociar as dívidas.

De acordo com dados do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, no mês de setembro, 3.863 mil pessoas não pagaram suas dívidas e entraram para a lista de inadimplentes, representando um aumento de 3,2%. “Em setembro, entraram mais de 30 mil pessoas para a lista de inadimplentes. Contudo, mais de 26 mil conseguiram pagar ou renegociar e restaram essas 3.863 mil pessoas”, explicou Assayag.

Quem quiser renegociar as dívidas poderá participar a partir da campanha ‘Limpe seu Crédito e faça seu nome brilhar’, que iniciou no dia 15 de outubro e irá até 30 de novembro. É a chance para quem pretende fazer compras no fim do ano. “Com essa campanha esperamos que pelo menos 49 mil pessoas saiam da inadimplência. Esperamos que as pessoas acordem e limpem seus nomes”, disse.

Impulso

Evitar comprar por impulso, planejamento econômico familiar, não assumir compromissos que não conseguirá pagar e, sobretudo, cuidado com gastos com o cartão de créditos. Essas são algumas atitudes fundamentais para o não endividamento e, consequentemente, evitar a entrada para a lista ‘negra’, a dos inadimplentes.

“As pessoas não têm costume de se programar, compram coisas que às vezes nem precisam e nem vão usar. Com o tempo, isso vai virando uma bola de neve. Defendo que a família deve se reunir e ver o que é necessário, se preciso cortar gastos e economizar para comprar apenas o necessário”, afirma o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon), Marcus Evangelista.

De acordo com Evangelista, comprar o que não precisa e usar o cartão de crédito são os vilões do endividamento e inadimplência. “As pessoas têm que parar com essa história de comprar o que não precisam. E o uso de cartão de crédito é outro problema. Olha, às vezes, a pessoa não tem dinheiro, mas está com o cartão em mão, o que ela faz? Compra. Depois, percebe que não poderá pagar e vai se endividando”, explicou.

O economista orienta que as pessoas devem começar a ter o hábito de poupar dinheiro e que, também, devem ter cuidado com os gastos do fim do ano. “Elas não tem o costume de guardar dinheiro. Agora no fim do ano tem o 13º terceiro salário, o melhor a fazer é quitar as dívidas, mas também devem começar a guardar. Janeiro é um mês atípico, se gasta muito, tem que guardar e não meter os pés pelas mãos”.

Disciplina no controle das despesas

O cartão de crédito foi a grande dor de cabeça da jornalista Rafaela Carvalho que, sem controle, chegou a dever R$ 5 mil. “Eu usava sem controle, como se fosse extensão do meu salário. Percebi que não estava certo. Liguei para o banco e parcelei a dívida”, lembra Carvalho.

Ela ressalta que era uma compradora quase compulsiva, e concorda com todas as orientações de Marcus Evangelista. “Tomei vergonha na cara e comecei a me policiar. Não tenho mais nem cartão de crédito. Essas campanhas de fim de ano que objetivam que o cliente limpe seu nome são importantes, mas a pessoa também tem que se conscientizar e não fazer novas dívidas”, disse.

Com o nome ‘limpo’ na praça, Carvalho tem como meta poupar dinheiro e comprar quase tudo à vista. “Hoje eu tenho até uma caderneta, anoto tudo que compro. Hoje tenho um valor ‘x’ para gastar com determinada coisa e tenho uma conta poupança onde deposito uma boa parte da minha renda”.

Publicidade
Publicidade