Publicidade
Cotidiano
Notícias

Cem PMs devem ser indiciados por 'conspiração' e participação em ato em abril deste ano

Inquérito Policial Militar iniciou nesta quarta-feira (17) com 14 soldados, e foi determinado pelo comandante geral da PM, coronel Gilberto Gouvêa  18/06/2015 às 11:15
Show 1
Centenas de PMs se uniram a outras classes trabalhadoras reivindicando melhorias
joana queiroz ---

Pelo menos 14 soldados da Polícia Militar foram indiciados na tarde de ontem sob a alegação de participação em reunião ilícita ocorrida no dia 28 de abril deste ano, quando os praças se reuniram na parte externa da Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, Chapada, Zona Centro-Oeste, para comemorar o Dia do Praça, num ato que ficou chamado de “Grito de Liberdade”, onde reuniu aproximadamente 600 pessoas. A informação é que ao todo 100 PMs sejam indiciados.

A instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) foi determinada pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Gilberto de Andrade Gouvêa por meio da portaria 06.05/2015, onde ele determina que o inquérito tem como finalidade apurar os crimes de conspiração, aliciação para motim ou revolta, incitamento e publicação ou crítica indevida praticados por policiais militares.

O comandante designou o major Juan Pablo Moraes Morrilas para presidir o inquérito que foi instaurado com base no relatório de inteligência número 3/025/PM-2PMAM-2015. Ontem a presidência da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) disse que foi pega de surpresa com a informação do indiciamento de seus associados e prometeu tomar providências.

Irregular

Quando assumiu o cargo de secretário de Segurança Pública (SSP-AM), Sérgio Fontes declarou, em seu primeiro dia à frente da SSP, que a PM não poderia fazer greve, pois esbarra na questão da legalidade”.

“É inconstitucional, ponto! Segundo, eu acho precipitado iniciar uma greve sem se discutir os motivos, pois com certeza a minha administração e a do governador (José) Melo está aberta ao diálogo. Não se pode logo partir para uma solução extrema sem dialogar”, avaliou o secretário.

Para ele, qualquer que fosse a motivação da paralisação tinha que ser discutida com a secretaria, com o Comando Geral da PM e com o governador José Melo. “Primeiro com o comando da PM e depois com a Secretaria e aí finalmente com o governador. Mas o comando da PM está buscando o diálogo. Sem dúvida”, disse Fontes, na época.

Defesa afirma que manifestação pública

 A Apeam teve acesso a informações que no dia da manifestação, por meio da 2ª secção da Polícia Militar, o evento foi fotografado e os praças que estavam no local foram identificados e indiciados por participação de reunião ilícita. Para a defesa dos praças, a movimentação não foi ilícita, pois se trata de uma movimentação pública com a presença da imprensa.


Publicidade
Publicidade