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Cenário econômico deve favorecer as negociações salariais

José Silvestre Prado, do Dieese, diz que as medidas tomadas pelo governo federal devem surtir efeito a partir do segundo semestre do ano 22/05/2013 às 08:34
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Palestra ministrada pelo Dieese atraiu muitos representantes de sindicato
OLÍVIA DE ALMEIDA ---

Para os próximos meses, as perspectivas são boas para as negociações coletivas, aponta o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômico (Dieese).

Segundo o coordenador de Relações Sindicais da entidade, José Silvestre Prado de Oliveira, apesar do atual cenário econômico de incerteza, as medidas tomadas pelo governo federal devem surtir efeito a partir do segundo semestre. “As projeções estão indicando que o a economia brasileira vai crescer mais do que no ano passado, que foi apenas 0,9%, a expectativa é que esse ano cresça em torno de 3%”, aponta.

De acordo com ele, esse crescimento por si só não garantirá ganhos em reais aos trabalhadores, é necessário que haja uma mobilização da classe. O cenário, entretanto, demonstra um bom ambiente para que haja negociações mais favoráveis. “Quando o cenário não é bom, fica mais difícil entrar em um consenso”, disse o coordenador.

José Silvestre veio a Manaus para ministrar palestra na 8ª edição da Jornada Nacional de Debates sobre Negociações Coletivas, Crescimento e Salários, apresentando às centrais sindicais o panorama econômico e de que forma impacta nas relações entre as empresas.

Ele explicou que o desempenho negativo do setor industrial, em virtude da crise internacional, tem se constituído um fator que cria dificuldades no momento de negociação. Porém está otimista para os próximos meses. “Quando a indústria não cresce isso repercute na economia de maneira geral e não somente no setor”, ressalta Oliveira.

Em sua avaliação, a retomada do setor deve ocorrer, por conta das medidas que o governo tomou.  Entre elas, a desoneração de folha de pagamento, redução de IPI pra alguns segmentos, devem trazer um efeito positivo sobre os demais setores.

Amazonas

Para Alessandra Cadamuro, supervisora técnica do Dieese no Amazonas, as negociais coletivas no Amazonas têm seguido a tendência nacional. Segundo o levantamento do órgão aproximadamente 95% dos 704 unidades de negociação analisadas conquistaram aumento de salários com ganhos de dois por cento, em média, além do índice oficial da inflação medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) “As categorias tem conquistado um reajuste que não só repôs a inflação do período como também foi além da inflação. Do ponto de vista dessa análise, o resultado foi o melhor dos últimos cinco anos”, informou.

Na opinião da coordenadora do Dieese, o resultado das negociações mostra a capacidade de organização e mobilização dos sindicatos. A pesquisa feita pela entidade revela que em apenas 4% das negociações o resultado foi igual ao índice inflacionário e apenas 1% não conseguiram sequer repor as perdas provocadas pela inflação.

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