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Centrais sindicais e estudantes começam protestos nesta sexta-feira (13), em Manaus

O ato é um contraponto ao movimento do próximo domingo, quando haverá um protesto pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) 13/03/2015 às 10:05
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Movimentos sociais e centrais sindicais fazem um ato para marcar posição sobre a reforma política, defender a democracia, defender a Petrobras e pedir punição para os culpados da Operação Lava-Jato
Jornal A Crítica ---

Na tarde desta sexta-feira (13), na praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia) no Centro, movimentos sociais e centrais sindicais fazem um ato para marcar posição sobre a reforma política, defender a democracia, defender a Petrobras e pedir punição para os culpados da Operação Lava-Jato. O ato é um contraponto ao movimento do próximo domingo, quando haverá um protesto pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), também no Centro de Manaus.

O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes no Amazonas (UNE), Yan Evanovick, afirma que o movimento também é contra as medidas de austeridade tomadas pelo Governo Federal. “No ato de amanhã, vamos deixar claro que somos contra todas as medidas de austeridade que a presidente tomou. E somos contra o aumento da gasolina, pois não faz sentido a população arcar com isso”, disse o líder estudantil.

“Precisamos caçar os corruptos e puni-los. Mas não podemos com isso atentar contra a Petrobras. Não participaremos dos atos de domingo porque eles não têm pauta definida e a defesa do Impeachment não faz sentido. Não há nada que justifique isso”, argumenta Yan.

“Somos contra o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. Enquanto isso não acabar, a corrupção vai continuar. As empresas fazem investimento em políticos, pelo que temos assistido. Também queremos lista paritária com 50% das vagas para mulheres”, disse o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Eron Bezerra.

Segundo Eron, o PCdoB acredita que o objetivo da oposição ao Governo Federal é desmoralizar a Petrobras para privatizá-la. “Já tentaram isso no passado. Agora eles insistem novamente”, disse Eron.

SSP cria plano de segurança

O Sistema de Segurança Pública do Amazonas informou, ontem, que elaborou um plano integrado para ser empregado durante as manifestações que estão sendo articuladas para ocorrer em Manaus a partir de hoje. Segundo o governo, o objetivo é garantir a ordem pública.

O assunto foi tema de reunião, ontem, com a participação de órgãos dos governos estadual, municipal e federal, que irão atuar, em caso de necessidade, em ações de policiamento ostensivo, inteligência, mobilidade urbana, trânsito e atendimentos emergenciais de saúde e socorro.

Desde esta quinta-feira, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) funciona com a participação de todos os órgãos envolvidos na operação, dentre eles: Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran-AM, e demais órgãos da estrutura da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Também participam órgãos municipais como Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM), Manaustrans e Samu, e órgãos federais: Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, o planejamento em todas as áreas será colocado em prática conforme a necessidade e a dimensão das manifestações. “Esperamos que todos os movimentos sejam pacíficos para evitar qualquer tipo de conflito que comprometa a integridade física das pessoas.”, destacou.

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