Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
MEDICINA

Centros hospitalares brasileiros recebem auxílio de robô em processos cirúrgicos

Para Marco Stefanini, fundador e CEO global da Stefanini, maior multinacional brasileira de tecnologia, a tendência é que máquina e homem trabalhem cada vez mais unidos



VIDA0104-1F.jpg (Foto: Divulgação)
04/02/2018 às 14:07

As técnicas de realidade virtual e a realidade aumentada melhoraram o aprendizado e a capacitação em várias áreas nas últimas duas décadas, de acordo com dados do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). Agora, o aprendizado destas técnicas cirúrgicas, que pode levar 10 anos de estudo e prática para formar um bom profissional, torna-se cada vez mais rápido. No Brasil, dois grandes hospitais já contam com o auxílio de tecnologias que auxiliam no processo cirúrgico.

A unidade hospitalar premium da Beneficência Portuguesa de São Paulo acaba de adquirir o robô da Vinci Xi Surgical System, a última geração do equipamento destinado à realização de intervenções cirúrgicas minimamente invasivas.

A infraestrutura robótica montada no hospital foi planejada em todos os detalhes para que os cirurgiões tenham as melhores condições para realizar os procedimentos da maneira mais eficiente e segura para o paciente.

Além do robô completo com todos os acessórios, como recursos de fluorescência, seladores de vasos e grampeadores, a sala de robótica contará com mesa cirúrgica móvel, que funcionará interligada ao da “Vinci Xi Surgical System”, equipamento de ultrassonografia 3D e o sistema de armazenamento e roteamento OR1, que permite o compartilhamento de imagens em tempo real para análise e suporte de outros especialistas.

Previsão em procedimentos

No Rio de Janeiro, o Samaritano Botafogo é o primeiro hospital do Rio de Janeiro a também contar com a mais moderna versão do robô da Vinci - a Xi -, que proporciona maior mobilidade e melhor definição de imagens para os médicos durante os procedimentos cirúrgicos. Em 2012, a instituição também foi a primeira do setor privado na cidade a adotar essa tecnologia e, desde então, já realizou 757 cirurgias robóticas. O novo equipamento será utilizado em procedimentos cardiológicos, urológicos, endocrinológicos, digestivos, ginecológicos, torácicos e de cabeça e pescoço.

Além de possibilitar que o médico realize as cirurgias com mais precisão – mesmo em áreas muito próximas, graças à rotação em 360 graus de garras mecânicas e câmera HD –, os principais diferenciais do da Vinci Xi são um grampeador cirúrgico, utilizado nos procedimentos bariátricos, e a movimentação do robô em diferentes ângulos, sem necessidade de mudar o paciente de posição nas cirurgias de tórax ou da região colorretal.  

Medicina x robótica

De acordo com Marco Stefanini, fundador e CEO global da Stefanini, maior multinacional brasileira de tecnologia, embora muitos acreditem que automação é uma ameaça ao mercado de trabalho, a tendência é que máquina e homem trabalhem cada vez mais unidos.

"Na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, alguns pesquisadores criaram um programa com inteligência artificial para identificar quais lesões cutâneas precisam de uma atenção maior do médico. Com uma foto, o software consegue detectar se uma mancha ou pinta deve ou não ser investigada", exemplifica.

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