Publicidade
Cotidiano
Notícias

Cepeam é um verdadeiro paraíso para os pesquisadores

O 'Centro de Projetos e Estudos’ atua há 25 anos de frente para um dos mais belos cartões postais: o encontro das águas 06/02/2016 às 12:31
Show 1
O espaço é um pouco diferente de outras reservas, mas recebe visitações do público, desde que agendadas com antecedência
Kelly Melo Manaus (AM)

Do mirante do Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas (Cepeam) é possível ter uma das visões mais belas e emblemáticas da capital. Situado de frente para o encontro das águas entre o Rio Negro e o Solimões, no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste, é impossível não se impressionar com o visual que se forma, principalmente nos finais de tarde. 

A biológa Érika Utumi afirma que se sente privilegiada por trabalhar em um ambiente como este. “Posso dizer que tenho o trabalho ideal porque além de atuar na minha área de formação mesmo, todos os dias me deparo com esse espetáculo da natureza”, assegura. 

Há três anos, Érika é funcionária do Cepeam, um centro de estudos voltados para pesquisas relacionadas ao meio ambiente e desenvolvimento de projetos de cidadania.

Criado há 25 anos através de uma iniciativa do Instituto Soka Gakkai Brasil, uma Organização Não-Governamental (ONG) japonesa, reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Cepeam também é uma Reserva Particular do Patrimõnio Natural (RPPN), em plena zona urbana de Manaus: um local que poucos conhecem, mas que se revela como uma das principais responsáveis pela preservação do meio ambiente, no entorno do rio Negro naquela região.

O espaço é um pouco diferente de outras reservas, mas recebe visitações do público, desde que agendadas com antecedência. O público-alvo, geralmente, são alunos de escolas públicas, universidades ou instituições de pesquisas. Mas qualquer pessoa pode agendar para conhecer o ambiente. A entrada é gratuita. 

Conhecimento e Ciência

De acordo com o Diretor-Presidente Regional do Instituto Soka, Edson Akira Sato, um dos objetivos do Centro é trabalhar com projetos de desenvolvimento de atividades de popularização do conhecimento científico e da promoção da educação ambiental.

“Temos como meta a produção e distribuição de  mudas de plantas de espécies amazônicas sob ameaça de desaparecimento ou que, estão sob forte impacto do processo de urbanização. Projetos que envolvem o uso correto e a preservação dos recursos hídricos da cidade também devem tomar corpo nos próximos meses”, explicou ele. A reserva possui uma extensão de 55 hectares. 

Riqueza histórica

Não é só valor ambiental que chama a atenção da reserva particular. O conteúdo histórico também é uma curiosidade que vale a pena ser explorada. No local, há vestígios de uma olaria de mais de 100 anos, que de acordo com pesquisadores, foi uma das principais responsáveis pela fabricação de tijolos usados nas construções no Centro da cidade, no século passado.

Segundo Utumi, que também é a coordenadora de Educação Ambiental do Cepeam, explicou que a vegetação existente no local é fruto do reflorestamento feito na região há mais de 20 anos e abriga uma série de plantas frutíferas. A fauna também é rica. Macacos, araras e até cobras buscam nesse ambiente um refúgio, já que muito dos recursos naturais foram destruídos  com a instalação de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). 

Espécies frutíferas

Entre as espécies frutíferas que podem ser encontradas no Cepeam estão o camu-camu, ingá, castanha e o  buriti. As mudas podem ser doadas ao Sítio arqueológico. O espaço também possui importância  para a História do estado, uma vez que ele abriga o primeiro sítio arqueológio encontrado em Manaus, em 1970. De local saíram os primeiros tijolos usados em construções no Centro.


Publicidade
Publicidade