Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
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Cerca de 129 casos de agressões a jornalistas são registrados em levantamento anual

Fenaj entregou à Comissão de Direitos Humanos da OEA relatório contendo 129 casos de violência contra profissionais da imprensa, dentre eles três mortes



1.jpg Mais de 50% dos casos de violência contra jornalistas ocorreram nos protestos de rua
07/02/2015 às 10:22

Em reunião com representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) entregou o “Relatório 2014 da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa Brasil”. O documento, lançado no final de janeiro deste ano, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, revela que, no ano passado foram registrados 129 casos de agressões a jornalistas, dentre elas três mortes. Desse total, 65 casos (50,4%) aconteceram durante as manifestações e protestos de rua, sendo 48,06% praticadas por policiais militares.

Na Região Norte, foram registradas dez ocorrências de violência contra jornalistas (7,75% do total). Repetindo a classificação de 2013, o Pará foi o Estado com maior número de casos: sete. No Acre, foram três e, no Amazonas, uma agressão.



Em 27 de fevereiro do ano passado, o repórter cinematográfico Jackson Rodrigues, da TV Band Amazonas, foi agredido e detido por policiais militares da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Ele fazia imagens de um duplo homicídio ocorrido na Avenida Castelo Branco, bairro Cachoeirinha, Zona Centro-Sul de Manaus. A alegação dos policiais foi a de que ele teria ultrapassando a faixa de isolamento da cena de crime. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas pediu providências junto à autoridade policial para apurar o caso e punir os policiais agressores.

Embora os registros apontem uma redução de 30% das agressões em relação a 2013, os casos de violência extrema (assassinato) aumentaram em relação aos anos anteriores. O assassinato do repórter cinematográfico da Band do Rio de Janeiro, Santiago Ilídio Andrade, foi apontado como o mais emblemático da violência contra jornalistas registrada no ano passado. Ele foi atingido por um artefato explosivo, lançado por um manifestante durante um protesto popular realizado no dia 6 de fevereiro de 2014, foi hospitalizado e morreu quatro dias. Os responsáveis foram identificados, presos e respondem a processo criminal.

O mesmo desfecho não se verificou nos outros dois casos de assassinatos, os dos jornalistas Pedro Palma, do Rio de Janeiro, e Geolino Xavier. Estes crimes tiveram características de assassinatos por encomenda, seus autores não foram identificados. O relatório registra também a morte de três radialistas e um blogueiro.


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