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Cotidiano
PROTESTO

Cerca de 15 mil pedem saída de Temer e eleições diretas em ato em São Paulo

Manifestação terminou em frente à casa do presidente da República; não houve registro de confrontos entre policiais e manifestantes 08/09/2016 às 20:18
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Esse é o quinto dia de manifestações contra o presidente Michel Temer em São Paulo desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff / Paulo Pinto / AGPT
Agência Brasil

Movimentos sociais, estudantis e coletivos iniciaram por volta das 17h30 uma manifestação no Largo da Batata, região oeste da capital, pedindo a saída do presidente da República Michel Temer. O protesto, convocado pela internet pela Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, também reivindica eleições diretas e a não retirada de direitos sociais e trabalhistas. O protesto encerrou cerca de três horas e meia depois, em frente à casa do presidente Michel Temer. Segundo os organizadores, 15 mil pessoas participaram do ato.

Esse é o quinto dia de manifestações contra o presidente Michel Temer em São Paulo desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 31 de agosto. Todos os protestos foram encerrados com a ação da Polícia Militar, com exceção dos feitos ontem (7), quando não houve presença maciça de policiais.

Na manifestação de domingo (4), a Polícia Militar deteve 26 pessoas, sendo oito deles adolescentes. A detenção dos 18 adultos foi considerada ilegal pela Justiça e foram liberados. A apreensão dos adolescentes foi considerada irregular e todos foram soltos.

Entre os manifestantes havia  membros de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coletivo Rua, Marcha Mundial das Mulheres e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). “Fora Temer”, “Diretas Já” e “o povo tem que decidir” eram  as palavras de ordem mais gritadas pelos manifestantes.

“O objetivo da manifestação de hoje é permanecer resistindo contra o golpe e acumulando forças para as Diretas Já. É um esquenta para a grande manifestação do próximo domingo, que está sendo chamada para o Masp [Museu de Arte de São Paulo]”, disse Natália Szermeta, uma das coordenadoras da Frente Povo sem Medo.

 

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