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Cerca de 200 funcionários de limpeza fazem faxina após desfiles no Sambódromo de Manaus

Quando as escolas de samba saem do Sambódromo, agentes de limpeza urbana entram em cena para recolher o lixo do Carnaval 16/02/2015 às 10:28
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Agentes de limpeza encaram dura missão de limpar Sambódromo com bom humor, mas cobram mais ‘bom senso’ dos foliões
Natália Caplan Manaus (AM)

Enquanto muitos ainda se recuperavam do sábado Gordo de Carnaval, aproximadamente 200 funcionários de limpeza fizeram o próprio “baile” no Centro de Convenções, o Sambódromo, na manhã de ontem. Responsáveis por garantir a retirada de todo o lixo remanescente do desfile das Escolas de Samba de Manaus, a equipe aproveitou os acessórios deixados pelos foliões para trabalhar sem perder o clima de festa.

“Eu trabalho como gari há cinco anos e sempre estou aqui no Carnaval. Para nós é uma brincadeira. Folgamos ontem (sábado) e a gente trabalha no dia seguinte aos desfiles com gosto”, disse Ednelson Santos da Silva, 38.

“Eu não tenho problema nenhum em trabalhar no Carnaval. É muito divertido. Sem contar que, amanhã (hoje), será a nossa folga e nossa vez de curtir a festa”, completou.

Diferentemente do colega, Francisco Holanda Brasiliano, 45, faz a estréia dele na avenida. São nove meses na profissão, mas ele já sabe onde pretende estar no domingo de Carnaval de 2016. “É maravilhoso poder brincar e trabalhar, limpando a cidade. Todo mundo se une com a comunidade”, afirmou, ao revelar que os acessórios carnavalescos não seriam desperdiçados. “Não vou jogar fora. Vou levar para casa”, declarou, aos risos.

Com menos de um ano de profissão, Josenildo Souza Baraúna, 34, também estava animado com a novidade. Assim como a dupla de companheiros, para ele a oportunidade de ajudar na limpeza de Manaus, usando as peças deixadas para trás, torna o dia mais alegre e diferente, quebra a rotina. “Além de usar para me proteger do sol, podemos trabalhar nos divertindo, sem mau humor”, enfatizou.

Mutirão

A Prefeitura de Manaus designou 200 funcionários para a limpeza do sambódromo e entorno após as apresentações das escolas de samba. A intenção da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) é que, até amanhã, as equipes tenham concluído grande parte da limpeza da cidade.

Ontem, os garis iniciaram a limpeza às 8h, com previsão de terminar às 14h. “Esse ano, está menos sujo do que ano passado. Mas as pessoas ainda precisam se conscientizar mais. Elas pensam ‘ah, tem gente para limpar, então, eu vou sujar’. Não é assim” afirmou a coordenadora da limpeza no sambódromo, Ivaneide Santos Amorim, 49. Ela trabalha na área há 20 anos. “É o nosso trabalho, mas deveria haver uma campanha para a população ser mais consciente”, finalizou.

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