Publicidade
Cotidiano
Notícias

Cerca de 3.999 pessoas passaram a compor a lista do SPC em Manaus

Considerando os dados dos últimos cinco anos, Manaus possui hoje 365.180 pessoas com o nome sujo na praça, impossibilitadas de comprar no crediário 11/04/2013 às 09:03
Show 1
Os índices de inadimplência nas contas aumentaram em Manaus
acritica.com ---

No Brasil, a inadimplência aumentou 10,58% em março, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Em Manaus, nesse mesmo intervalo, a inadimplência cresceu 3,1%. Em 12 meses, acumula alta de 12%. Considerando os dados dos últimos cinco anos, Manaus possui hoje 365.180 pessoas com o nome sujo na praça, impossibilitadas de comprar no crediário, conforme a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus).

O presidente da entidade, Ralph Assayag, disse que a inadimplência em março foi a maior do ano, o que significou a entrada de 3.999 mil pessoas na lista do SPC. Esse indicador, contudo, está abaixo da média de inadimplência nacional, que é de 5,7% para o período.

Assayag informou que o número de pessoas com o nome sujo na praça está dentro dos limites daquilo que os varejistas chamam de “base estável” de inadimplência e que os números registrados pela CDL-Manaus são repassados mensalmente para a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). “Tivemos um índice de 3,1%, ou seja, 3.999 pessoas que ficaram no sistema só em março. É maior que ano passado, mas estável, porque a média de 2012 foi de 3,5%”, informou.

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, preferiu interpretar a alta de 10,58% na inadimplência nacional como sendo um indicador condizente com o aumento nas vendas no trimestre.  “A inadimplência está em níveis aceitáveis”, disse Pellizzaro, entoando o mesmo discurso feito por Assayag, e vice-versa.

Menos compradores

Mais do que números, o nível da inadimplência é um importante balizador para o comércio. Se o endividamento compromete o nome do consumidor, por um lado, acaba, por outro, significando menos faturamento para o varejo porque um número mais reduzido de pessoas vai às compras.

Pellizzaro mostra-se otimista em relação às vendas e diz que a tendência é de que o varejo continue ganhando força durante o ano de 2013. “A alta das vendas no primeiro trimestre foi uma grata surpresa", afirmou. “Não esperávamos um número tão forte”, falou, em referência à alta de 12,38% das vendas no varejo em março na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Apesar da pressão inflacionária, Pellizzaro avalia que a inadimplência deve permanecer em patamares aceitáveis durante todo o ano. “Não temos expectativas de que haja descontrole da inadimplência”, disse. O que é considerado aceitável, segundo ele, é um crescimento proporcional ao aumento de vendas. “Quando você desassocia esses dois fatores, é quando você começa a ter problemas”, explica.

Publicidade
Publicidade