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Cerca de 54 obras no Estado do Amazonas estão paralisadas

O projeto de maior valor, com o status de paralisado, é o de construção do monotrilho, que está orçado no Sicop por R$ 1,4 bilhão 06/06/2015 às 18:50
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O monotrilho foi promessa do governo como uma das obras da Copa do Mundo em 2014
Aristide Furtado Manaus (AM)

Cinquenta e quatro obras contratadas por quase R$ 2 bilhões pelo Governo do Amazonas encontram-se paralisadas. Desse total, vinte e duas localizam-em Manaus.

Os dados foram coletados no sábado do Sistema de Acompanhamento de Obras Públicas (Sicop), que pode ser acessado por meio de link no site da Secretaria Estadual de Infraestrutura.

Desenvolvido pelo Governo de Santa Catarina, o sistema, implantado no Amazonas em março de 2010, possibilita a qualquer cidadão consultar as obras realizados pelo Governo Estadual.

O software permite a emissão de relatórios com detalhamento da consulta por período,  município, calha de rio, tipo e situação da obra.

Em Manaus, o projeto de maior valor com o status de paralisado no Sicop  é o de construção do monotrilho.

Prometido como um dos legados da Copa do Mundo de Futebol, que teve a capital do Amazonas como uma das subsedes, a elaboração de projeto executivo, construção, fornecimento e implantação do monotrilho está orçado no Sicop por R$ 1,4 bilhão.

O contrato, com vigência de 18 de janeiro de 2012 a 29 de outubro de 2015, foi firmado entre a Seinfra e a CR Almeida S. A. Engenharia de Obras. Do total contratado, o governo atestou a execução de R$ 23 milhões. O contrato foi reajustado em  R$ 2,6 milhões.

A revitalização do sistema viário do Distrito Industrial de Manaus é outro empreendimento do Governo do Estado com status de paralisado no Sicop.

O contrato, firmado com a construtora Soma, tem como prazo de execução de 26 de junho de 2013 a 16 de junho deste ano. Do montante contrato, a Seinfra conferiu a realização de R$ 39,3 milhões. Também teve reajuste de R$ 675,3 mil.

O saldo contratual é de R$ 48 milhões, que representa R$ 60% do valor original do projeto, R$ 87,3 milhões.

Outro contrato com a Soma para a expansão viária do Distrito Industrial de Manaus, no valor de R$ 18 milhões, também está parado.

O prazo para execução das obras era de 7 de julho do ano passado a 1º de agosto de 2015. Nesse projeto não consta, no Sicop, nenhuma medição de serviços.

No interior do Estado, o contrato de valor mais elevado, cujas obras foram suspensas, foi firmado entre a Seinfra e a KPK Construções. Refere-se a recuperação e ampliação de pavimento no sistema viário urbano de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus).

Os serviços tiveram início em junho de 2013 e deveriam ter sido concluídos no dia 17 de abril deste ano. Pelo trabalho a construtora receberia R$ 22,6 milhões.

Problemas em outras cidades

O pacote de obras do Governo do Estado com o status de paralisadas inclui, além da recuperação da orla do Município de Atalaia do Norte, outros serviços de engenharia dessa natureza em outros municípios.

A reconstrução da orla fluvial de Humaíta (A 600 quilômetros de Manaus) seria concluída em outubro deste ano, mas encontra-se paralisada. Responsável pela obra, a construtora  M C W realizou, segundo o Sicop, R$ 5,5 milhões dos serviços, de um total de R$  9 milhões.

Em Barreirinha (a 328 quilômetros de Manaus), os serviços  de contenção da erosão da orla está parado. Pela obra, a Metacon firmou contrato de R$ 11,2 milhões, dos quais R$ 651,6 foram atestados como realizados. Iniciado em setembro o período de execução encerrará no dia 23 de agosto deste ano.

Da recuperação da orla do Município de Eirunepé (a 1.245 quilômetros de Manaus), um pouco mais da metade do contrato foram dados como feitos, R$ 4,2 milhões.

Serviços na orla de Atalaia

No Alto Solimões, outros contratos da construtora KPK  aparecem com a execução suspensa. Esse é o caso dos serviços de engenharia de contenção dos processos erosivos na orla do Município de Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros de Manaus).

No valor de R$ 4,2 milhões, a obra deveria ter sido concluída no dia 14 de maio de 2015, um ano depois da celebração do contrato, firmado em maio de 2014. Em Benjamin Constant (a 1.116 quilômetros de Manaus), a KPK ainda não concluiu a pavimentação, terraplenagem e drenagem das ruas da  Comunidade Filadelfia.

De  R$ 2,5 orçados, apenas R$ 861,5 foram dados como realizados pela Seinfra. A recuperação das vias da comunidade Porto Cordeirinho, também estão paralisadas em Benjamin Constant. O encerramento do trabalho de pavimentação e drenagem deveria ter ocorrido no final de março.

Outro lado

A reportagem ligou para o telefone celular da secretária estadual de Infraestrutura, Waldívia Alencar, de número 999xx-73xx.

Um engenheiro atendeu e pediu para que fosse feita outra chamada em 15 minutos porque a secretaria estava dando entrevista. Nas demais ligações, a operadora informou que o aparelho estava fora da área de serviço ou desligado.

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