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Cesta básica de Manaus sobe e alcança R$ 321,29, diz Dieese

Com o aumento, a capital amazonense segue ocupando a 11ª posição dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. Feijão, arroz, carne, banana, café, leite e pão apresentaram alta 04/03/2015 às 15:37
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A cesta básica é composta por 12 produtos alimentícios essenciais
ACRITICA.COM ---

O curso da cesta básica de Manaus aumentou para R$ 321,29 em fevereiro, conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com o aumento, a capital amazonense segue ocupando a 11ª posição dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos

O preço da cesta básica de Manaus, composta por 12 produtos, apresentou alta de 1,09% em relação a janeiro. No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 317,84. Há um ano, em fevereiro de 2014, a cesta básica custava R$ 312,09. A pesquisa segue definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.

Poder de compra

Comparativamente com janeiro de 2014 um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em fevereiro, 44,32% de seu rendimento líquido – R$ 724,96 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária – com a aquisição dos alimentos básicos. Em janeiro o comprometimento foi de 43,84% de seu rendimento líquido de – R$ 724,96.

Este mesmo trabalhador precisou trabalhar 89 horas e 42 minutos para comprar a cesta básica em fevereiro. Em janeiro a jornada exigida era de 88 horas e 44 minutos.

Em fevereiro de 2015, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas jornadas de 91 horas e 04 minutos, superior ao registrado em janeiro, de 90 horas e 01 minutos. Em fevereiro de 2014, a jornada exigida foi de 88 horas e 41 minutos.

Alimentação básica

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 963,87 durante o mês de fevereiro de 2015. Esse valor equivale a aproximadamente 1,22 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 788,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 953,5.

Salário mínimo necessário

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e a família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em fevereiro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.182,81, ou seja, 4,04 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00, que entrou em vigor em 1º de janeiro, conforme definição do governo federal.

Em janeiro de 2015, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 3.118,62, ou 3,96 vezes o piso vigente. Em fevereiro de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.778,63, ou 3,84 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Comportamento dos preços

Na capital amazonense, a cesta básica custou, em janeiro, R$ 321,29. Sete produtos apresentaram alta, cinco diminuíram seus preços no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou 1,09% mais cara no mês. O feijão (10,3%) foi o produto que apresentou a maior alta no mês seguido do arroz (4,51%), da carne (3,57%), da banana (2,8%), do café (1,12%), do leite (0,99%) e do pão (0,27%). O açúcar (-3,76%) foi o produto que apresentou maior queda no mês seguido do tomate (-3,32%), da manteiga (-3,26%), do óleo (-1,87%) e da farinha (-0,98%).

O feijão carioquinha (pesquisado no Norte, Nordeste, em Campo Grande, Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte) aumentou em 17 das 18 cidades em fevereiro. Em Manaus pelo segundo mês consecutivo foi o produto que teve a maior alta (10,3%). Redução de oferta devido ao período de entressafra aumentou o preço do grão. Apesar das duas grandes altas nos meses de janeiro e fevereiro, nos últimos 12 meses ainda acumula queda de (-11,34%). No ano a alta é de (28,4%).

O Arroz foi o segundo produto que mais aumentou de preço na capital amazonense (4,51%), uma entressafra mais longa com perdas acima das expectativas na produção gaúcha aliado ao aumento do dólar que ajudou a melhorar a competitividade do arroz brasileiro e aumentar as exportações, pode ter contribuído a alta de preço do produto. Em 12 meses acumula alta de (10,78%).

A carne bovina, produto de maior peso na composição da cesta básica, ficou mais cara em nove capitais e teve o preço se reduzido em outras nove. As altas mais expressivas ocorreram em Florianópolis (4,99%), Curitiba (4,19%), Manaus (3,57%). Se, por um lado, a oferta de carne ainda é restrita, devido à estiagem do início do ano e ao aumento das exportações, por outro lado, os frigoríficos vêm fazendo pressão para redução do preço negociado. Na comparação anual, os preços aumentaram nas 18 capitais A variação acumulada nos últimos 12 meses na capital amazonense foi de (19,28%).

O açúcar apresentou redução de preço em 11 cidades. As taxas oscilaram entre – 5,04%, em Belo Horizonte, e -0,55%, em São Paulo. Em Manaus a redução foi de (-3,76%). Apesar de ser período de entressafra, a oferta de açúcar seguiu alta, o que diminuiu o preço do bem. Em 12 meses, também 11 cidades mostraram diminuição acumulada de preço, que ficaram entre -12,57%, em Natal, e -0,57%, em Salvador. Em Manaus, o percentual acumulado nos últimos 12 meses foi de (-1,1%).

O tomate, como no mês anterior, apresentou a 2º maior redução de preço no mês de fevereiro na capital amazonense (-3,32%). Apesar de apresentar alta em 16 das 18 cidades pesquisadas, por problemas da estiagem no sudeste e diminuição de área cultivada, o bom comportamento da produção regional vem possibilitando a diminuição do preço do produto em Manaus. Em 12 meses acumula queda de (-10,37%).

*Com informações da assessoria de imprensa

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