Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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Festa da Vitória

Chapa eleita para reitoria da Ufam pede doação de fornecedores para festa da vitória

Comissão organizadora da chapa está pedindo doação de cerveja, refrigerante, água, gelo e de mesas a duas empresas que prestam serviço para a instituição


07/04/2017 às 05:00

A comissão organizadora da chapa eleita para a reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está pedindo doação de cerveja, refrigerante, água, gelo e de mesas a duas empresas que prestam serviço para a instituição, com o objetivo de realizar a festa da vitória. 

Dois ofícios com a assinatura de João Garcia de Carvalho, identificado como membro da “Comissão Organizadora”, com a data de 5 de abril, foram enviados à ADAP Conservadora e à Global Service, que em dois anos (2016 a março de 2017) receberam, juntas, da Ufam um total de R$ 22,3 milhões, sendo R$ 11,8 milhões recebidos pela ADAP e R$ 10,5 milhões pela Global Service, segundo dados do portal da transparência do governo federal. 

No documento à ADAP endereçado a Adriana Alcântara, gestora da empresa, João começa declarando que “tivemos a felicidade da vitória da Chapa 33, dos professores Doutor Sylvio Puga e Doutor Jacob Cohen para reitor e vice-reitor, respectivamente, da Universidade Federal do Amazonas, no dia 31 de março de 2017”. Em seguida, o membro da comissão afirma que “a fim de viabilizar a organização da festa de confraternização da vitória da Chapa 33” agendada para esta sexta-feira, 6 de abril, solicita da ADAP o “empréstimo” de 50  conjuntos de mesas com cadeiras e dez sacos de gelo de 50kg. 

O pedido especifica até o horário em que a empresa deve entregar os itens solicitados – manhã da sexta-feira na sede da Associação dos Servidores da Ufam (Assua).

À empresa Global Service, o membro da Comissão Organizadora da festa utiliza o mesmo argumento e pede como contribuição os seguintes itens: 50 caixas de cerveja, 20 pacotes de garrafa de água mineral e 30 refrigerantes de dois litros.

Em nota, o professor Sylvio Puga, que foi eleito o novo reitor da Ufam, declarou que “ninguém está autorizado a utilizar o nome da Chapa 33 ou nome dos nossos futuros dirigentes para quaisquer negociações em nome da chapa”. Segundo Puga, qualquer documento da chapa é emitido em papel timbrado da chapa e assinado por um dos candidatos eleito e/ou coordenação geral da campanha.

“Não fora utilizado papel timbrado da campanha e nem fora assinado por nenhum dos membros vencedores da consulta. Os documentos foram assinados por um colaborador da chapa vencedora. Tendo em vista que ninguém está sendo obrigado a contribuir”, afirmou o Sylvio Puga na nota. 

Procurado pela reportagem, João Garcia de Carvalho, afirmou que não vê conflito ético ou de interesse em pedir a empresas que prestam serviços a UFAM doações para a festa. 

“Entramos em contato também com a Manauscult solicitando palco, iluminação, tudo oficializado. Não tem conflito, quando a gente faz ‘Sexta Cultural’, faz festas, sempre pedimos apoio da Coca-Cola, Gelocrim, Frigelo. Dessas empresas que trabalham para a Ufam ainda não havíamos pedido, porque a reitoria anterior proibiu. O professor Sylvio Puga não tem nada a ver com isso. É é uma festa surpresa e agora estão criando essa celeuma. Mas eu assumo. Eu enviei os ofícios. Não vejo nenhum conflito ético. Qual o problema? Essas empresas são doadoras de eventos culturais”, disse João  Carvalho.

Disputa acirrada

A diferença entre o primeiro e o segundo colocado na eleição da Ufam foi de 22 votos. Dos 9.410 votos, 4.586 foram para a chapa 33, de Sylvio Puga, ou 50,38%. E 4.564 para a  chapa 17 de Hedinaldo Lima, que corresponde a 49,62%.

Problemas na votação

Após o primeiro turno da eleição para a escolha do novo reitor da Ufam, a terceira colocada no pleito, a chapa “Contraponto” reuniu a comunidade acadêmica no dia 24 de março no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), no setor Norte do campus de Manaus, para denunciar irregulares do pleito.

Apesar das denúncias, a chapa declarou que não apresentaria pedido de impugnação do resultado. Na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), por exemplo, as células de votação só chegaram às 11h30, mais de duas horas de atraso em relação ao início da votação (9h). Por causa disso muitos alunos acabaram desistindo e foram embora. 

Na Faculdade de Educação (Faced), a primeira a registrar ocorrência no primeiro dia do pleito, iniciou a votação na zona eleitoral com quase uma hora de atraso, ocasionado mais uma vez problemas relacionados com a listagem dos eleitores que estavam trocadas com as do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).
 

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