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‘Chega, já deu’, diz Fábio Monteiro sobre nepotismo no município de Coari/AM

Procurador-geral de Justiça classificou de gravíssimas as informações de que o prefeito de Coari, Igson Monteiro, mantinha parentes na folha de pagamento 09/02/2015 às 12:20
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Procurador-geral de Justiça Fábio Monteiro afirmou, na quarta-feira passada, que o MP está preparando ações judiciais contra autoridades do Município de Coari
Aristide Furtado Coari (AM)

“A própria população não aceita mais isso. Chega, já deu”, afirmou o procurador-geral de Justiça Fábio Monteiro, ontem, ao comentar a notícia de que o prefeito de Coari, Igson Monteiro (PMDB), acomodou parentes em cargos comissionados da prefeitura com salários que variam entre R$ 3 mil a R$ 9 mil.

“Acho gravíssimo. A população brasileira não aceita mais notícias como essa, para dizer o mínimo. Não se pode misturar o público com o privado. Não se pode colocar os membros da sua família naquilo que é público. No mínimo gera suspeita de parcialidade”, disse Fábio Monteiro. Na quarta-feira da semana passada, o procurador disse que o Ministério Público encontrou, durante fiscalização na prefeitura de Coari, no dia 20 de janeiro, indícios de enriquecimento ilícito de autoridades.

“São notícias graves que só se somam àquelas que estamos apurando. Fere o princípio da moralidade. É um número extremamente significativo de familiares. Resumindo: é a família que gere o município? A própria população não aceita mais isso. Chega, já deu”, afirmou, ontem, o chefe do Ministério Público sobre a contratação do pai, da mãe, de irmãos e cunhadas do prefeito de Coari.

De acordo com contracheques divulgados na edição de domingo, de A CRÍTICA, Igson Monteiro, que assumiu o comando do município no dia 8 de fevereiro de 2014, quando o titular do posto, Adail Monteiro, foi preso, nomeou o pai dele, Alceu Rebouças da Silva, para o cargo de assessor especial, com salário de R$ 2,6 mil. O documento se refere ao pagamento do mês de dezembro.

A mãe do prefeito, Maria Socorro Monteiro da Silva, também foi agraciada com um posto de confiança, de assessora especial, pelo qual recebeu salário de R$ 7 mil brutos. Com os descontos, reduziu para R$ 5,5 mil. Quatro irmãos de Igson, da mesma forma, ganharam assento na administração municipal em cargos de comissão. Izone Monteiro ficou com o posto de secretário adjunto, com salário de R4 9 mil. O mesmo valor ganhou Idiseu Monteiro para atuar como secretário particular do prefeito.

Da lista de familiares agraciados com funções comissionadas também fazem parte Iva Monteiro e Iza Monteiro, irmãs do prefeito. Seus nomes aparecem em contracheques de assessoras especiais, com pagamentos mensais de R$ 7 mil, brutos. Duas cunhadas do prefeito, Eloíza da Silva e Railce Ribeiro, completam a relação.

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