Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Chegada das eleições causa ‘mutações’ em candidatos em busca de votos

Políticos tentam surfar na onda Bolsonaro, que em 2018 foi um sucesso, para o pleito municipal deste ano



bolsonarooo_1AC7AB02-6450-4C82-A16F-1C4EDDA1E94B.jpg Foto: Divulgação
05/02/2020 às 07:39

A eleição municipal acontece em menos de oito meses e os pré-candidatos à Prefeitura Municipal de Manaus já repetem a fórmula conservadora que foi vitoriosa nas eleições gerais de 2018. Preservação da família, estado mínimo e religiosidade devem moldar o debate municipal nas eleições deste ano. Percebendo isso, parlamentares se alinham ao pensamento do presidente Jair Bolsonaro, tentar “colar” na imagem dele.

O vereador Chico Preto e o deputado Josué Neto são dois exemplos aqui no Amazonas. Chico Preto, que recentemente mudou de um partido de esquerda (PMN), para o Democracia Cristã, que advoga a valorização da base familiar e dos valores cristãos, tenta executar localmente as mesmas práticas que deram a presidência a Jair Bolsonaro.



Já o deputado Josué Neto, trabalha na fundação do partido Aliança pelo Brasil, para que possa sair do PSD e se viabilizar como candidato à prefeitura.

Em vinte anos de vida pública, o ex-deputado estadual já passou por partidos de centro e de centro esquerda como o PSD, PP, MDB e mais recente o PMN, partido que ficou por sete anos. Chico Preto era presidente estadual do PMN, decidiu abandonar o partido quando a executiva nacional fechou questão sobre ter uma postura mais enfática contra o presidente Bolsonaro.

O antigo partido foi criado pela emenda constitucional n 25°, que legalizou a participação de partidos comunistas na política nacional.

O PMN define-se como um partido de esquerda, defensor do socialismo democrático. O programa apresentado pelo PMN por ocasião de seu lançamento constavam, entre outros pontos, a realização da reforma agrária, e o rompimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em novembro passado, Chico anunciou filiação ao partido Democracia Cristã, conhecido nacionalmente pelo jingle de campanha do presidenciável José Maria Eymael: "Ey, Ey, Eymael. Um democrata cristão".

À época, Chico Preto justificou a mudança de partido dizendo que a atitude foi motivada pelos princípios e valores pregados pela nova sigla que estão em sintonia com o presidente Bolsonaro.

Parlamentar nega oportunismo

Questionado pela reportagem sobre sua ideologia partidária, Chico Preto se declarou como conservador liberal defendo mais liberdade econômica para os cidadãos. Ao ser comparado com o primeiro ministro húngaro Viktor Orbán, que ascendeu ao poder como democrata, defensor do estado democrático, e inesperadamente, desmantelou mecanismos de pesos e contrapesos, quando foi politicamente lucrativo, Chico desconversa e diz ser um conservador que respeita instituições.

“Conservadorismo é respeitar as instituições, que a sociedade evolua a partir do que já se tem estabelecido, acreditando que não existem fórmulas mágicas que mudam a sociedade do dia para a noite, que as mudanças precisam respeitar o que os antepassados já conquistaram e ir moldando) com respeito e responsabilidade”.

Sobre o principal oponente petista, o deputado federal, José Ricardo, o vereador declarou não temer a densidade eleitoral do petista. “O que temo é que a Prefeitura seja administrada pelas velhas práticas de gestão, com apadrinhamento político, com aparelhamento das instituições com filiados de partidos e falta de remédios nas UBS”, disse sobre o PT.


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