Cheia de 2021

Cheia muda a cara do Centro Histórico de Manaus

O IMMU não descarta a mudança no fluxo do trânsito no local por causa da subida das águas

Lucas Vasconcelos
17/05/2021 às 14:08.
Atualizado em 09/03/2022 às 07:20

(Foto: Junio Matos)

O Centro Histórico de Manaus já está sofrendo os impactos da cheia histórica do Rio Negro. Casas inundadas, feiras que se tornaram “flutuantes” e agora a Praça da Matriz é mais um local afetado pelas águas. No entorno do Relógio Municipal, situado na avenida Eduardo Ribeiro, só é possível transitar pelas pontes construídas pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) após a interdição no último domingo (16).

O guarda municipal Hiran Palmeira de Assunção, que pedala todas as manhãs pelo entorno do Centro de Manaus terá que modificar o seu roteiro de exercícios por conta da Cheia.

“O trânsito está parando por conta da cheia. Está praticamente impossível trafegar por aqui. Essa ponte aqui já foi feita antecipadamente porque já estamos prevendo que a cheia vai chegar aqui no Relógio. Já não posso mais passar por aqui, brevemente nem carro mais vai poder passar”, comentou o funcionário público.

De acordo com a Defesa Civil do município, o nível do Rio Negro aumentou para 29,72 na manhã desta segunda-feira (17). A previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é de que neste ano o nível chegue até a 30,35 metros, ultrapassando o recorde de 2012.

Água avança além do Relógio Municipal. Foto: Junio Matos

Interdição

Segundo o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins, as águas do rio estão crescendo muito rápido e que provavelmente ainda essa semana vai ser preciso modificar o fluxo do trânsito.

“Nós fizemos uma reunião técnica com os dois vice-presidentes de transporte e trânsito. Estivemos no local com o prefeito David Almeida. Temos que estar preparados para essa semana. A água está subindo muito rápido, já está no relógio. Interditamos ontem o lado esquerdo da Eduardo Ribeiro, foram feitas as passarelas para o pedestre. O próximo local a encher é o entorno do Prédio da Alfândega”, comentou Martins.

Foto: Junio Matos

Assim como em 2012, Paulo Henrique Martins informou que o terminal da Praça da Matriz será interditado e os ônibus passarão a circular na parada ao lado da Igreja da Matriz, onde seguirão pela avenida Sete de Setembro ou dobrarão para a avenida Getúlio Vargas.

“Primeiramente devemos interditar para veículos pequenos. Alagando o terminal, vamos alocar os ônibus para a Sete de Setembro. Quando os ônibus chegarem no Centro, eles dobrarão a esquerda, vão parar ao lado da Igreja da Matriz e seguir em frente pela Sete, aí dobra a esquerda para Getulio Vargas ou segue em frente na Sete. À medida que as águas forem avançando vamos tomando as medidas necessárias”, ressaltou o diretor-presidente.

Pontos desativados

O diretor-presidente do IMMU também informou que os ônibus que seguiam em direção ao T1 e trafegavam pela rua Ferreira Pena deixarão de seguir por essa via e voltarão a trafegar pela avenida Constantino Nery, para acessar o T1. Os pontos de ônibus que eram provisórios, por conta das obras do terminal, e que foram construídos ao longo da avenida, serão desativados.

Assuntos
Compartilhar
Sobre o Portal A Crítica
No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.
© Copyright 2022Portal A Crítica.Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por
Distribuído por